E escrevo esta mensagem precisamente no momento em que o relógio marca 00:00
Dentro de poucas horas a nova página vai estar virada, e a vida de um alentejano em Lisboa armado em survivor começa. Mas antes um pequeno ketchup!
Já passou a marca dos 14 meses e ainda dura, se bem que pouquinho, a fase de recuperação da operação a que fui submetido para a remoção de um sinus pilonidal, e as Crónicas de um Sem-nalga ainda correm! Tristeza, mas desde que não volte ao mesmo tá-se bem.
Depois, temporada no Verão a trabalhar in Algarve, ya, dois mesitos em terras de sul de Portugal a vender tabaco para ver se o país encolhe em população, sem esquecer do jornalito com as notícias fresquinhas nos dias quentes!
Provas da ESTC, fui à fase de pré-selcção, passei à la rasquinha mas por motivos de força maior não pude realizar as de selecção. Better luck next year mo-fo|
E assim se faz um resumosito dos últimos meses, a partir de hoje é viver em Lisboa, e dar-lhe no duro!
Oh! já me olvidaria de uma das coisas mais fantásticas deste período! O lançamento da minha primária obra literária (sim isso mesmo) de teor poético (leram bem sim) que incluí poemas dos que aqui vos apresento. O lançamento está para breve, esperem por novidades nas próximas semanas!
Com carinho me despeço, e bom dia, boa tarde, ou boa noite consoante a hora em que me estiverem a ler ;)
Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas De Um Sem-Nalga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas De Um Sem-Nalga. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Crónicas De Um Sem-Nalga: Still Nisto
Pois, e ao fim de, sensivelmente, sete meses e meio ainda aqui ando. Há já três que "tá quase" e agora "ah, isto abriu mais um bocadinho". Enfim, é apenas mais um de inúmeros contratempos.
Be cool.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Recuperação
E agora, passado cerca de mês e meio, posso dizer que já me sinto operacional a (quase) todo o vapor!
Estou ciente de que foi uma recuperação rápida e de que ainda nem tudo está a 100%, mas sinto-me bastante esperançoso de que já não demore a atingir tal patamar.
O que faz parecer que estás crónicas comecem a ter os dias contados...
Carpe Diem
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Ciclo
Retirar adesivo, retirar compressas,abrir, retirar gase, desinfectar, fechar, lavar, limpar, abrir, inserir gase, fechar, pôr compressas, adicinoar adesivo.
REPETIR
REPETIR
terça-feira, 13 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: A Monotonia
Agora em casa
Fazer penso todos os dias
Acções bastante limitadas
Dias cheios de monotonias
Não há muito sobre o que relatar, agora os meus dias são passados no computador, a ver coisas diversas, a jogar... As dores também não são nada do outro mundo, enfim, tudo se resume a monotonia, aborrecimento, chatice, e muita, muita paciência.
Estas crónicas voltarão um dia, nem que seja apenas para se depedirem.
Kiss kiss bang bang
Fazer penso todos os dias
Acções bastante limitadas
Dias cheios de monotonias
Não há muito sobre o que relatar, agora os meus dias são passados no computador, a ver coisas diversas, a jogar... As dores também não são nada do outro mundo, enfim, tudo se resume a monotonia, aborrecimento, chatice, e muita, muita paciência.
Estas crónicas voltarão um dia, nem que seja apenas para se depedirem.
Kiss kiss bang bang
domingo, 11 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: The Comeback
Fui para ficar lá um dia e acabei ficando dois e meio!
Cirurgia de Ambulatório, retirar cisto, voltar para casa. Era assim o plano, no entanto nem tudo corre como planeado e, ao invés de me ser retirado um cisto foram-me retirados dois!
Anestesiado e a dormir foi como passei a cirurgia, mas após acordar não posso esconder a aflição que é não conseguir mexer a parte inferior do corpo (devido à anestesia conhecida como "epidural"), embora soubesse que esse efeito era apenas temporário.
Já haviam passado várias horas após a cirurgia e eu todo contente pois a hora de ir para casa estava a aproximar-se, além do mais agora já so tinha que recuperar e não mais me preocupar com este problema, quando começo a sangrar bastante e sou alvo de mais uma pequena intervenção a sangre frio, digamos que remexer num buraco do tamanho de meia nádega com compressas de uma maneira um tanto agressiva não é nada agradável. Acabei por passar uma noite no hospital. Dia seguinte, ainda sangue indesejado espreitava o céu azul, e então foi marcada nova cirurgia e, às dez da noite, sensivelmente, vou novamente para o bloco operatório. Ficando tudo bem desta vez voltei para casa há cerca de uma hora e aqui estou relatando mais um episódio desta saga.
Agarrem-se ao que vos pode cair,
Daniel Oni Gurreiro
Cirurgia de Ambulatório, retirar cisto, voltar para casa. Era assim o plano, no entanto nem tudo corre como planeado e, ao invés de me ser retirado um cisto foram-me retirados dois!
Anestesiado e a dormir foi como passei a cirurgia, mas após acordar não posso esconder a aflição que é não conseguir mexer a parte inferior do corpo (devido à anestesia conhecida como "epidural"), embora soubesse que esse efeito era apenas temporário.
Já haviam passado várias horas após a cirurgia e eu todo contente pois a hora de ir para casa estava a aproximar-se, além do mais agora já so tinha que recuperar e não mais me preocupar com este problema, quando começo a sangrar bastante e sou alvo de mais uma pequena intervenção a sangre frio, digamos que remexer num buraco do tamanho de meia nádega com compressas de uma maneira um tanto agressiva não é nada agradável. Acabei por passar uma noite no hospital. Dia seguinte, ainda sangue indesejado espreitava o céu azul, e então foi marcada nova cirurgia e, às dez da noite, sensivelmente, vou novamente para o bloco operatório. Ficando tudo bem desta vez voltei para casa há cerca de uma hora e aqui estou relatando mais um episódio desta saga.
Agarrem-se ao que vos pode cair,
Daniel Oni Gurreiro
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Até Já
Nem mais! 12 horinhas e fora com o cisto!
E agora que a introdução foi feita e a situação é conhecida, proponho-me, eu próprio, a mim mesmo, relatar o meu percurso daqui para a frente relativo a este assunto.
Sem mais a adiantar, fico, por enquanto, por aqui.
Até Já
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Processo De Encerramento Do Orifício
Numa palavra. Tratamento. Noutra palavra. Recuperação.
Às tantas já não é tanto a dor, pois esta diminui, mas sim o aborrecimento de ir todos os dias ao centro de saúde fazer o tratamento, ou seja, desinfectar e fazer novo penso, dia após dia após dia após dia. Sorte a minha que tenho um óptimo poder de recuperação e regeneração física, e em semana e meia melhorei consideravelmente, tendo apenas que continuar a fazer tratamento devido à indicação médica.
Enfim, este terceiro episódio destas crónicas é bastante curto, mas também assim foi esse período da minha vida, aborrecido, e custou-me uma semana de aulas!
Beijinhos e abraços
Crónicas De Um Sem-Nalga: Ainda Com As Duas, Criação Do Segundo Buraco Do Cu
Relato agora a minha anterior experiência com este tipo de "bicho".
Noite de Natal, e eu sem me dar sentado! Era o meu, então desconhecido, amigo cisto que me incomodava. Cedo me deito mas tarde adormeço, apenas para cedo voltar a acordar e rumar ao hospital mais próximo, uma vez que as dores eram insupurtaveis.
Receitaram-me panos quentes (o que, diga-se de passagem, sabe bem), e disseram-me que era um problema de hemorróidas, e eu "ok, começo a tar farto de "hemos"".
Fim-de-semana passado, melhoras nem velas, dormir era mentira e a única coisa de real que tinha eram dores. Nova viagem ao Hospital, desta vez não ao mais próximo mais ao mais próximo a seguir, onde, aí sim, detectaram a verdadeira origem do problema. Um cisto pilonidal que havia infectado e que estava ali a pedir para ser retirado, traduzindo-se este pedido numa infecção do tamanho de um ovo. Lá fico eu de cú para cima enquanto o senhor doutor gentilmente me faz a barba aos glúteos, passa um daqueles sprays aos quais gostam de chamar anestesia (frios como tudo, mas de anestesia pouco teêm), e ao sentir o objecto portador de serrilha a perfurar-me pele e carne, PUTA QUE PARIU! (desculpem a expressão, mas a sério, é isso mesmo) E depois do primeiro corte? Veêm os outros, e a dor aguda de uma pinça a retirar os pelos do interior do buraco agora feito (estão a ver a dor de fazer as sobrancelhas com pinças pela primeira vez? imaginem isso no cu. Agora imaginem dentro do cu, ai está). Aquela interminável dor terminou após vinte e cinco minutos de pura dor interior, extremo calor proporcionado por esta (recordo que estávamos entre o Nata e o Ano Novo), as arrancadelas do papel que põem na marquesa, e digo-vos se não fosse o facto do senhor doutor até ser um gajo porreiro e gostar de Rammstein tinha sido muito pior! (estava a ser reproduzido o mais recente álbum da banda alemã: "Liebe Ist Fur Alle Da", nunca mais o ouvi da mesma forma...).
Após tudo isto, mandaram-me para casa com a ferida aberta (pois tem de cicatrizar por segunda intenção, ou seja, de dentro para fora) e eu sem me poder sentra lá vim deitado no carro.
É assim que se fica com um segundo buraco entre as nádegas, e digo-vos, em nada é agradável.
Piss aute (mas não fora da sanita)
You're not so friendly not so neighbour, Daniel Oni Guerreiro
terça-feira, 6 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Ainda Com As Duas
Pois é, tal como o título sugere, dentro de sensivelmente 4 dias viverei mais leve por um período de tempo, ficarei "desnalgado". E porque me vai ser retirada uma porção de carne a uma parte tão inexistente do meu corpo? A resposta, caros amigos, é simples: Cisto Pilonidal.
O que é?
Como funciona?
Em que afecta?
Como é que se pega?
Como se trata?
Come-se?
Estas perguntas obterão as suas respectivas respostas no documento infra, com óbvia excepção daquelas que se apresentam obviamente absurdas, como é óbvio.
"O que é?
Cisto pilonidal é o nome específico que se dá para o mais comum dos cistos dermóides, quando ele se localiza na região sacral (abaixo da região lombar, onde se inicia o sulco entre as nádegas). Cistos dermóides podem estar presentes também em outras áreas, além da região sacral, tais como o pescoço, regiões em torno das orelhas, nariz e olhos, mas não recebem o nome de cisto pilonidal.
Apesar do nome nos fazer crer se tratar de um cisto, na verdade ele não é um cisto verdadeiro e sim um resquício embrionário de pele. Durante o desenvolvimento do embrião, na barriga da mãe, formam-se "dobras" de pele que são normalmente eliminadas. Algumas destas "dobras" podem permanecer ocultas no interior da pele. São denominadas fendas embrionárias e, quando são grandes o suficiente para inflamarem ou serem notadas a olho nu, recebem o nome de cisto dermóide.
Normalmente o cisto pilonidal contém em seu interior pêlos e glândulas sebáceas e sudoríparas. Provavelmente é a presença destas glândulas sudoríparas que faz com que a lesão piore com o calor. Isto porque com o aumento da temperatura no local elas produzem suor, que fica acumulado dentro da pele, podendo inflamar e até infeccionar.
Manifestações clínicas
Normalmente os primeiros sintomas surgem na adolescência ou no início da idade adulta. A doença se inicia como uma inflamação na região sacral. Surge desconforto na região, principalmente quando permanecemos muito tempo sentados. Com a evolução, percebe-se uma lesão nodular, que geralmente varia de 1 a 5 cm, de consistência amolecida e que pode ter sinais inflamatórios, como dor, calor e vermelhidão.
O calor, calças apertadas e o atrito nesta região são importantes causas para o surgimento da inflamação, tanto que na segunda guerra mundial o cisto pilonidal era chamado de doença do Jeep, porque os soldados que permaneciam por horas e horas sentados nos Jeeps sofriam constantemente deste problema (calor, muito tempo sentados e o atrito constante).
Tratamento
Tradicionalmente, os cistos dermóides, bem como o cisto pilonidal, são removidos cirurgicamente e deixados para cicatrizar por segunda intenção, método utilizado para o tratamento cirúrgico de lesões infectadas (a ferida fica aberta, não recebe pontos e cicatrizando de "fora para dentro").
Atualmente, devido a um maior conhecimento de sua verdadeira origem, eles são removidos cirurgicamente e fechados também cirurgicamente, o que em muito facilita a vida dos pacientes, que tem uma rápida e tranqüila cicatrização. Entretanto, o fechamento cirúrgico só pode ser realizado se o cisto não estiver inflamado. Logo, o momento ideal para a cirurgia é quando a lesão está silenciosa, sem incomodar.
Quando ela encontra-se inflamada, o melhor é procurar um dermatologista para reverter este processo (usualmente com antibióticos e drenagem, se houver pus) e, posteriormente, agendar sua cirurgia ou encaminhá-lo a um cirurgião dermatológico."
retirado daqui
Pressinto e vos digo que depressa voltarão a ler de mim.
Cumprimentos, de metros a kilometros
Cumprimentos, de metros a kilometros
Subscrever:
Mensagens (Atom)