Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas De Um Sem-Nalga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas De Um Sem-Nalga. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Big Mash Potato Update

E escrevo esta mensagem precisamente no momento em que o relógio marca 00:00

Dentro de poucas horas a nova página vai estar virada, e a vida de um alentejano em Lisboa armado em survivor começa. Mas antes um pequeno ketchup!

Já passou a marca dos 14 meses e ainda dura, se bem que pouquinho, a fase de recuperação da operação a que fui submetido para a remoção de um sinus pilonidal, e as Crónicas de um Sem-nalga ainda correm! Tristeza, mas desde que não volte ao mesmo tá-se bem.

Depois, temporada no Verão a trabalhar in Algarve, ya, dois mesitos em terras de sul de Portugal a vender tabaco para ver se o país encolhe em população, sem esquecer do jornalito com as notícias fresquinhas nos dias quentes!

Provas da ESTC, fui à fase de pré-selcção, passei à la rasquinha mas por motivos de força maior não pude realizar as de selecção. Better luck next year mo-fo|

E assim se faz um resumosito dos últimos meses, a partir de hoje é viver em Lisboa, e dar-lhe no duro!

Oh! já me olvidaria de uma das coisas mais fantásticas deste período! O lançamento da minha primária obra literária (sim isso mesmo) de teor poético (leram bem sim) que incluí poemas dos que aqui vos apresento. O lançamento está para breve, esperem por novidades nas próximas semanas!

Com carinho me despeço, e bom dia, boa tarde, ou boa noite consoante a hora em que me estiverem a ler ;)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Crónicas De Um Sem-Nalga: Still Nisto



Pois, e ao fim de, sensivelmente, sete meses e meio ainda aqui ando. Há já três que "tá quase" e agora "ah, isto abriu mais um bocadinho". Enfim, é apenas mais um de inúmeros contratempos.
Be cool.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: Recuperação



E agora, passado cerca de mês e meio, posso dizer que já me sinto operacional a (quase) todo o vapor!
Estou ciente de que foi uma recuperação rápida e de que ainda nem tudo está a 100%, mas sinto-me bastante esperançoso de que já não demore a atingir tal patamar.
O que faz parecer que estás crónicas comecem a ter os dias contados...
Carpe Diem

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: Ciclo

Retirar adesivo, retirar compressas,abrir, retirar gase, desinfectar, fechar, lavar, limpar, abrir, inserir gase, fechar, pôr compressas, adicinoar adesivo.
REPETIR

terça-feira, 13 de julho de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: A Monotonia

Agora em casa
Fazer penso todos os dias
Acções bastante limitadas
Dias cheios de monotonias

Não há muito sobre o que relatar, agora os meus dias são passados no computador, a ver coisas diversas, a jogar... As dores também não são nada do outro mundo, enfim, tudo se resume a monotonia, aborrecimento, chatice, e muita, muita paciência.
Estas crónicas voltarão um dia, nem que seja apenas para se depedirem.

Kiss kiss bang bang

domingo, 11 de julho de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: The Comeback

Fui para ficar lá um dia e acabei ficando dois e meio!
Cirurgia de Ambulatório, retirar cisto, voltar para casa. Era assim o plano, no entanto nem tudo corre como planeado e, ao invés de me ser retirado um cisto foram-me retirados dois!
Anestesiado e a dormir foi como passei a cirurgia, mas após acordar não posso esconder a aflição que é não conseguir mexer a parte inferior do corpo (devido à anestesia conhecida como "epidural"), embora soubesse que esse efeito era apenas temporário.
Já haviam passado várias horas após a cirurgia e eu todo contente pois a hora de ir para casa estava a aproximar-se, além do mais agora já so tinha que recuperar e não mais me preocupar com este problema, quando começo a sangrar bastante e sou alvo de mais uma pequena intervenção a sangre frio, digamos que remexer num buraco do tamanho de meia nádega com compressas de uma maneira um tanto agressiva não é nada agradável. Acabei por passar uma noite no hospital. Dia seguinte, ainda sangue indesejado espreitava o céu azul, e então foi marcada nova cirurgia e, às dez da noite, sensivelmente, vou novamente para o bloco operatório. Ficando tudo bem desta vez voltei para casa há cerca de uma hora e aqui estou relatando mais um episódio desta saga.
Agarrem-se ao que vos pode cair,
Daniel Oni Gurreiro

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: Até Já



Nem mais! 12 horinhas e fora com o cisto!
E agora que a introdução foi feita e a situação é conhecida, proponho-me, eu próprio, a mim mesmo, relatar o meu percurso daqui para a frente relativo a este assunto.
Sem mais a adiantar, fico, por enquanto, por aqui.
Até Já

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: Processo De Encerramento Do Orifício



Numa palavra. Tratamento. Noutra palavra. Recuperação.
Às tantas já não é tanto a dor, pois esta diminui, mas sim o aborrecimento de ir todos os dias ao centro de saúde fazer o tratamento, ou seja, desinfectar e fazer novo penso, dia após dia após dia após dia. Sorte a minha que tenho um óptimo poder de recuperação e regeneração física, e em semana e meia melhorei consideravelmente, tendo apenas que continuar a fazer tratamento devido à indicação médica.
Enfim, este terceiro episódio destas crónicas é bastante curto, mas também assim foi esse período da minha vida, aborrecido, e custou-me uma semana de aulas!

Beijinhos e abraços

Crónicas De Um Sem-Nalga: Ainda Com As Duas, Criação Do Segundo Buraco Do Cu



Relato agora a minha anterior experiência com este tipo de "bicho".

Noite de Natal, e eu sem me dar sentado! Era o meu, então desconhecido, amigo cisto que me incomodava. Cedo me deito mas tarde adormeço, apenas para cedo voltar a acordar e rumar ao hospital mais próximo, uma vez que as dores eram insupurtaveis.
Receitaram-me panos quentes (o que, diga-se de passagem, sabe bem), e disseram-me que era um problema de hemorróidas, e eu "ok, começo a tar farto de "hemos"".
Fim-de-semana passado, melhoras nem velas, dormir era mentira e a única coisa de real que tinha eram dores. Nova viagem ao Hospital, desta vez não ao mais próximo mais ao mais próximo a seguir, onde, aí sim, detectaram a verdadeira origem do problema. Um cisto pilonidal que havia infectado e que estava ali a pedir para ser retirado, traduzindo-se este pedido numa infecção do tamanho de um ovo. Lá fico eu de cú para cima enquanto o senhor doutor gentilmente me faz a barba aos glúteos, passa um daqueles sprays aos quais gostam de chamar anestesia (frios como tudo, mas de anestesia pouco teêm), e ao sentir o objecto portador de serrilha a perfurar-me pele e carne, PUTA QUE PARIU! (desculpem a expressão, mas a sério, é isso mesmo) E depois do primeiro corte? Veêm os outros, e a dor aguda de uma pinça a retirar os pelos do interior do buraco agora feito (estão a ver a dor de fazer as sobrancelhas com pinças pela primeira vez? imaginem isso no cu. Agora imaginem dentro do cu, ai está). Aquela interminável dor terminou após vinte e cinco minutos de pura dor interior, extremo calor proporcionado por esta (recordo que estávamos entre o Nata e o Ano Novo), as arrancadelas do papel que põem na marquesa, e digo-vos se não fosse o facto do senhor doutor até ser um gajo porreiro e gostar de Rammstein tinha sido muito pior! (estava a ser reproduzido o mais recente álbum da banda alemã: "Liebe Ist Fur Alle Da", nunca mais o ouvi da mesma forma...).
Após tudo isto, mandaram-me para casa com a ferida aberta (pois tem de cicatrizar por segunda intenção, ou seja, de dentro para fora) e eu sem me poder sentra lá vim deitado no carro.
É assim que se fica com um segundo buraco entre as nádegas, e digo-vos, em nada é agradável.

Piss aute (mas não fora da sanita)
You're not so friendly not so neighbour, Daniel Oni Guerreiro

terça-feira, 6 de julho de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: Ainda Com As Duas



Pois é, tal como o título sugere, dentro de sensivelmente 4 dias viverei mais leve por um período de tempo, ficarei "desnalgado". E porque me vai ser retirada uma porção de carne a uma parte tão inexistente do meu corpo? A resposta, caros amigos, é simples: Cisto Pilonidal.
O que é?
Como funciona?
Em que afecta?
Como é que se pega?
Como se trata?
Come-se?
Estas perguntas obterão as suas respectivas respostas no documento infra, com óbvia excepção daquelas que se apresentam obviamente absurdas, como é óbvio.

"O que é?

Cisto pilonidal é o nome específico que se dá para o mais comum dos cistos dermóides, quando ele se localiza na região sacral (abaixo da região lombar, onde se inicia o sulco entre as nádegas). Cistos dermóides podem estar presentes também em outras áreas, além da região sacral, tais como o pescoço, regiões em torno das orelhas, nariz e olhos, mas não recebem o nome de cisto pilonidal.

Apesar do nome nos fazer crer se tratar de um cisto, na verdade ele não é um cisto verdadeiro e sim um resquício embrionário de pele. Durante o desenvolvimento do embrião, na barriga da mãe, formam-se "dobras" de pele que são normalmente eliminadas. Algumas destas "dobras" podem permanecer ocultas no interior da pele. São denominadas fendas embrionárias e, quando são grandes o suficiente para inflamarem ou serem notadas a olho nu, recebem o nome de cisto dermóide.

Normalmente o cisto pilonidal contém em seu interior pêlos e glândulas sebáceas e sudoríparas. Provavelmente é a presença destas glândulas sudoríparas que faz com que a lesão piore com o calor. Isto porque com o aumento da temperatura no local elas produzem suor, que fica acumulado dentro da pele, podendo inflamar e até infeccionar.


Manifestações clínicas

Normalmente os primeiros sintomas surgem na adolescência ou no início da idade adulta. A doença se inicia como uma inflamação na região sacral. Surge desconforto na região, principalmente quando permanecemos muito tempo sentados. Com a evolução, percebe-se uma lesão nodular, que geralmente varia de 1 a 5 cm, de consistência amolecida e que pode ter sinais inflamatórios, como dor, calor e vermelhidão.

O calor, calças apertadas e o atrito nesta região são importantes causas para o surgimento da inflamação, tanto que na segunda guerra mundial o cisto pilonidal era chamado de doença do Jeep, porque os soldados que permaneciam por horas e horas sentados nos Jeeps sofriam constantemente deste problema (calor, muito tempo sentados e o atrito constante).


Tratamento

Tradicionalmente, os cistos dermóides, bem como o cisto pilonidal, são removidos cirurgicamente e deixados para cicatrizar por segunda intenção, método utilizado para o tratamento cirúrgico de lesões infectadas (a ferida fica aberta, não recebe pontos e cicatrizando de "fora para dentro").

Atualmente, devido a um maior conhecimento de sua verdadeira origem, eles são removidos cirurgicamente e fechados também cirurgicamente, o que em muito facilita a vida dos pacientes, que tem uma rápida e tranqüila cicatrização. Entretanto, o fechamento cirúrgico só pode ser realizado se o cisto não estiver inflamado. Logo, o momento ideal para a cirurgia é quando a lesão está silenciosa, sem incomodar.

Quando ela encontra-se inflamada, o melhor é procurar um dermatologista para reverter este processo (usualmente com antibióticos e drenagem, se houver pus) e, posteriormente, agendar sua cirurgia ou encaminhá-lo a um cirurgião dermatológico."
retirado daqui

Pressinto e vos digo que depressa voltarão a ler de mim.

Cumprimentos, de metros a kilometros