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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um Encolher D'ombros

Sim, não vale a pena, mas porra, é tudo o que tenho! O pensar no passado, o definhar a minha existência em relação ao futuro. Sentir que mesmo que tenha missão esta nunca será cumprida, nunca será iniciada sequer, ou pior, será deixada a meio, assim como tudo e qualquer coisa na minha vida, a morte prematura de iniciativas, as escolhas erradas no momento errado.
Um mar de lágrimas por chorar e meio balde de sangue por encher, e nem um nem outro tenho possibilidade de fazer. Existe vontade, sempre existiu, e vontade para tudo, mas sabes quando todas as vontades que tens encalham umas nas outras? Sim, é uma constante. E sabes qual é a outra constante? Mais ou menos aquilo que acabaste de pensar, "é a vida". Não o ser a vida, mas a resposta que te dão sempre que dizes o que sentes, sempre que te abres um bocadinho pequenino para não ser demasiado, "é a vida". Sim, realmente a vida é abrirmo-nos e falar para o boneco, para a parede, e é por isso que falo sozinho, a sério, falo e respondo a mim próprio, tenho conversas, e sabes porquê? Porque mais ninguém as tem. Ninguém fundamenta respostas, ninguém tenta perceber os porquês ou sequer se esforça. Por vezes há alguém que pergunta algo que poderia indicar o início de uma conversa resumidamente agradável de uma maneira subconsciente, mas nem isso, é sempre tudo tratado com ignorância ou desdém, uma competição para demonstrar quem sofreu mais, porque se "eu hoje trabalhei 12 horas" então "isso não é nada eu trabalho 10 horas 6 dias por semana" e aí "o meu trabalho é pesado" e no fim de contas o que poderia ter sido uma conversa calma, com preocupação e cautela acaba por ser uma competição sem escrúpulos porque "eu estou pior do que tu". Parece que as pessoas querer ser as vencedoras de algo e como não o são em mais nada, pelo menos levam para casa o troféu de maior sofrimento.
Tanto plano, tanto cuidado, tanta conta feita para tudo dar certo, e adivinha? Aham, tudo por terra, tudo por água abaixo, tudo na lama! Tens sempre tudo na lama! Porquê? Porque a única coisa que tu fazes é merda! Quantas vezes não ouviste já a expressão "bela merda"? Foram tantas que até já quase que respondes por esse nome. Uma atrás da outra as folhas caem da árvore que te viu crescer, a árvore que plantaste, que regaste, que abraçaste, a quem deste água, carinho e amor, a quem deste tudo de ti. Não te deu frutos, apenas sombra em dias de inverno. Da chuva não te protegeu, do medo não te escondeu.
E acima de tudo sentes-te a envelhecer mais rápido que os demais, a cada fôlego teu são meses que se te esvaem e um dia hás de falecer, esse dia pode estar ainda longe, mas, neste momento, quase que sentes como se fosse já amanhã. Sentado à beira do precipício, o impulso é para te atirares, e afinal, já te atiraste para tanto outros que desta vez talvez não doa...mas vai doer. Tu sabes que vai doer porque, repara bem no sítio em que estás, dessa queda não sobrevives, não sozinho, não assim. E quem te dará a mão agora? Qual é o primeiro nome que te vem à cabeça? A sério? Achas que te vai ajudar? Pff, acorda que isso tem jeito de sonhinho bom. Não passas de uma criança iludida agarrada a um peluche desfeito. Quê, ainda falas com ele à noite não? Sempre que podes? Grandes chapadas que tu precisas levar, que grandes senhoras marretadas tens que mamar nesses cornos. Sabes o que o mundo quer saber de ti? Um encolher de ombros. Sabes o que importas para o mundo? Um encolher de ombros. Sabes que falta fazes? Um mísero encolher de ombros muito mas muito esforçado. Então porque não fazes o mesmo e encolhes tu os teus ombros? Afinal de contas, se não os consegues vencer, junta-te a eles.

terça-feira, 28 de maio de 2013

puñetazo rosa de la justicia

Hey mundo... Bem, já há uma porrada de tempo que não debito aqui palavras desconexas... Possivelmente por preguiça, ou por não ter nada para dizer... Ou talvez até por medo...de...sei lá... Olha medo de ter que escrever algo que não sabia sobre o que escrever. O que estou a tentar explicitar é que nem sempre é fácil escrever, e se houve uma altura em que era aquilo que me fazia sentir bem (aliás, daí adveio a necessidade de criar este espaço originalmente chamada "Sentimentos Por Poemas", ainda te lembras?) hoje em dia já não acontece o mesmo. O tempo passa, e desde que descobri a escrita como antídoto já lá vão quase 10 anos, já muito mudou, já muito passei, já em muito pensei, e de certeza que demasiado e em coisas que não mereciam sequer um décimo do tempo perdido. Ah... lembro-me de estar a estas horas a escrever (altas horas da noite naquela altura), às vezes a ouvir música, outras no conforto do silêncio, lutando para deixar em palavras e nunca agir... e agora que repenso, ocorre-me a sensação de que talvez tenha aplicado isso demasiado à minha vida, escrever, esquematizar, planear demasiado e...fazer que é bom, nada. Não é caso de preguiça, não é caso de falta de vontade ou de falta de incentivo próprio. É sim o medo, a dúvida, o triste respirar de um ser risonho e reptiliano, de olhos claros e penetrantes...
Comecei a escrever com uma intenção e entretanto já se me escafedeu... Estou a fazer como antes, escrever, não pensar, com pequenas excepções em termos de forma... e sim, a ouvir música. Sei que influencia, mas o silêncio neste momento é me desconfortável, faz-me pensar. penso demasiado nestes últimos anos... Sobre o que aconteceu e não devia ter acontecido mais principalmente, mas também sobre tudo aquilo que devia ter feito e não fiz...mais coisas diversas de um leque interminável de reboliços contínuos e frustrantes. É como se fosse uma ovelha presa num rebanho de cabras

(btw, 200 mensagens, yoo-hoo...)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Viagem Para A Terra Do Nunca

E agora que sei que talvez já não pertenço a lado nenhum, parto em direção ao que espero ser um novo rumo na minha velha vida. Já lá vai a altura em que viajar de autocarro significava embarcar numa aventura excitante, que trazia sempre algo de novo e benéfico. Agora não, estas viagens estão limitadas a visitas ao médico e a pequenos pontos da minha antiga vida, os meus antigos amigos e as minhas antigas feridas. Já é tempo de arranjar feridas novas, mas estou confinado a viver os mesmos percursos, os mesmo lugares, e a cometer novos erros com as mesmas pessoas... Já é noite, temo não chegar a casa a tempo de te ver, de te ter lá para mim, um abraço, um beijo, um aceno que seja. Mas tu não existes, não passas de uma fotografia, de um reflexo no espelho que a minha tão teimosa mente adora colocar apenas para causar mais demência... Estou farto de mim, quero renascer de novo mais uma vez. Noutro lugar, noutra cultura, com novas expectativas e novos objetivos  novas rotinas, novos hábitos, novas pessoas, lugares, crenças... Mas o que quero e o que gosto enredam-se com o que pode ser, e por isso a única coisa que posso fazer é escrever...


sábado, 30 de junho de 2012

Isto é que vai um trinta-e-um


Quando decides a tua mente, quando fazes as malas e te preparas para embarcar e tomar um novo rumo, de repente, quase sempre, tudo desmorona. As incertezas voltam, os medos de que não seja o melhor a fazer. As memórias do caminho que te levaram onde estás agora, e que, ironicamente, é esse o caminho que neste momento pretendes abandonar. Mas não abandonar por completo, apenas fazer um pequeno desvio.
Abanas novamente a cabeça na esperança de retirar os pensamentos menos bons, como se fosses uma criança que acredita que eles te vão voar pelos ouvidos, mas eles não voam assim tão facilmente, eles não voam de maneira nenhuma, por mais força que empregues ao chocalhar o teu crânio, a tua, cada vez mais, caveira.
Agora dói-te o cérebro, e páras. Estás com tonturas, sentas-te. Ficas com vómitos, sentes o teu estômago às voltas, reparas que na tua face escorre água salgada, primeiro uma gota, depois outra, depois aos pares, e ainda antes de te dar vontade de as limpares já desiste da ideia pois o fluxo de lágrimas é igual ao da fonte de sangue que jorra do teu coração.
Sem a ajuda de ninguém conseguiste espetar uma faca bem afiada mesmo no centro do teu peito, os ossos para ti são agora uma mentira, os músculos inexistentes e os sentimentos são tudo o que te resta. O teu intelectual já não te é tão claro como pensavas há meia hora atrás, e o caminho de tijolos amarelos reluzentes que vias é agora um riacho poluído e curvilíneo. Largas as malas, baixas os braços, olhas para os teus pés, notas que estão lamacentos, estão totalmente sujos com uma pasta castanha e mole. Será que a consegues malear? Não, obviamente que não. Não deixes que a estupidez te leve a acreditar que podes utilizar essa coisa nojenta para concretizar o teu caminho! Sabes ao menos como isso foi aí parar? Não pois não? Então pára! Já chega...
Basta de ilusões que não te levam a lado nenhum, ainda não te cansaste de acreditar que a tua vida é realmente tua? Agora apercebes-te de que a tua vida não é tua, de que é apenas fruto das circunstânceas, que o teu rumo é uma espécie de destino que estreita e encurta consoante a luta que ofereces, e pensas, de ti para ti, que não há já muito a fazer, deixar andar é aquilo que pressentes ser o melhor.
Agora sim, jogas as mãos à cara para te limpares e secares, mas já vens tarde, não tens a cara molhada, o líquido já secou, quer à superfície quer por baixo dela, o punhal cravado prependicularmente ao teu tronco já começa a apodrecer. O tempo esgota-se.
Mexe-te! Move esse cu flácido e gordo dái! CORRE! O tempo esgota-se. Olhas em volta mas não vês nada, cegaste! És invisual e invisível para ti mesmo. O tempo esgota-se. Pensas que se não vês o mundo o mundo também não te vê a ti, tentas fugir, esbarras contra a parede, até podes fugir mas não te podes esconder, e pelo andar da carruagem nem fugir consegues. Estás prestes a morrer e o tempo esgota-se.
Queres deixar coisas para trás, queres manter outras. Queres evoluir mas tens medo de partir, medo de fugir, medo de sorrir, medo de te ver e medo de sentir. Tens medo que o tempo se esgote antes de tomar a tua decisão, e agora sentes a pressão nos teus ombros, a carga é enorme, foge, foge, foge, corre, acelera o passo, acelera o pensamento e faças o que fizeres não olhes para trás, pois o Passado vai estar sempre a olhar para ti, a chamar-te de volta e se te voltares vais sucumbir. Corre cabrão, corre. O tempo esgota-se. Pões o teu boné virado para trás, como fazias com 10 anos, fechas os olhos com força e abres com ainda mais força, fazes força com os pés no chão que é agora de terra batida na esperança de teres um óptimo impulso para o que aí vai, fazes força a cerrar os punhos com força. O tempo esgota-se. Escorregas, cais, toda a força que fizeste desvanece numa nuvem de gás com os teus pensamentos. O Tempo esgotou-se.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dá-me a mão e vamos passear

(Foi por ouvir esta música que iniciei esta escrita, agradecia que quem a lesse fizesse o mesmo. Obrigado)
Por acaso é bastante engraçado quando, ás vezes, vamos dar uma volta nos campos da memória, ver imagens do passado, filmes do que já aconteceu. Por vezes o que mais nos apetece dizer é "para a próxima fico-me por ler o livro", mas não teria a mesma piada, não teria sentido sequer. Ao jogarmo-nos de cabeça é que nos podemos aperceber de que se calhar não estamos a fazer o que seria preferível. Mas enfim, chegamos a um ponto em que julgamos que a vida a bela, depois olhamos para trás... e constatamos que, de facto, a vida é bela, nós é que temos a terrível mania da complicar, maior parte das vezes pelo que passou ou pelo que ainda vai passar, mas quanto ao futuro ainda temos o desconto da incerteza, agora o que ficou lá atrás, lá atrás está, não há muito que se possa fazer. Como por exemplo, já não posso mudar o facto de ter começado a escrever este texto, posso apagá-lo sim, mas isso não significa que não o tenha escrito, possivelmente ainda ficaria mais revoltado a pensar que o deveria ter escrito até ao fim e até mesmo publicado.

(Caso a música anterior ainda não tenha acabado, aprecie-la. Quando o silêncio estiver instalado, por favor, oiça esta. Obrigado)
Meia dúzia de frases sem dizer nada depois, a bottom line da coisa é que é o Passado que nos faz naquilo que somos, se gostaríamos de mudar algo temos de ter noção de que mudaria praticamente tudo. Assim que a poeira assenta é fácil olhar para trás e, não digo rir, mas sorrir com as coisas, ver o que aprendemos, e, sinceramente, dá-me vontade de dar abraços às pessoas que encontrei pelo caminho. Umas posso, outras não. Umas devo, outras não. Umas seria um abraço forte, sentido, e até mesmo com lágrimas nos olhos, outras seria um abraço sem força, sem vontade, sem motivo, sem tudo aquilo que faz de um abraço um abraço.
Um beijo ao meu passado, e um obrigado por me ter feito em quem sou hoje.

sábado, 19 de março de 2011

Indivíduos Contemporâneos, Números Grandes Aos Milhares

Os erros são formas de aprendizagem. Certo.
As aprendizagens são parte do ser uno. Certo
A essencia não aparece do nada. Correcto.
A imaginação trata-se de mera inexperiência. Semi-verídico.
Um indivíduo nada mais é que um número. Errado.
Cabe ao próprio indivíduo permitir que tal aconteça, pois apenas se se esforçar é que tal acontece, porque mesmo que não em grande quantitade, há contemporâneos para os quais o indivíduo é mais que um número, e o número desses indivíduos é tão grande quanto o de contemporâneos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fotos De Casa De Banho Rulam

A sério, as pessoas são tão desesperadas! Epah, ok que eu contribuo para a comunidade "descerebral", mas porra, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! As redes sociais até têm o seu interesse, mas quando se deixa de ver as coisas que realmente interessam e se passam a ver corpos (por vezes maioritariamente nus, quando não estão na totalidade), e as pessoas se gabam do que têm e do que não têm, e se julgam os maiores e os melhores, e depois têm GRANDES fotos com GRANDES poses em GRANDES casas de banho com GRANDES sanitas, a usar AQUELA camisa LINDA conjugada com AQUELE penteado que faz um FUROR TREMENDO por entre pessoal tanto do sexo oposto como do mesmo sexo, e eu questiono "porque?". Porque não usar as redes sociais para fortalecer interesses e travar novos conhecimentos baseados no comum? Enfim, tanto mais teria eu para esmiuçar mas tão pouca vontade tenho agora, foi um simples desabafo e tentativa falhada de ridicularizar a sociedade "destemida" que nos envolve. Hasta.

sábado, 7 de agosto de 2010

Labirinto Porque És?

Pelos old times
As noites on the bar
As old nights com o old friend cá na town
As shitty ass bubaderas
And then...
The nada, puf, the work of knowing nothing.
Toda a sensação de ter o mundo nas mãos, e porque? Para isto? Isto é algo mas e se nada fosse? Caminhando adiante... No outro sítio, nada muda... As mesma fantasias, as mesmas desilusões... O galopar do ancião de fogo que persegue as almas penadas. O bom, o mau… e, não o intermédio, não o do meio, o de fora. Ambos experienciados, todos testados, e agra o último fixado.
Erros, aprender com eles. Dedos apontados, talvez sem razão, talvez acompanhados dela, mas não se pode fugir à realidade. E hoje, agora, talvez seja tarde demais, ou quiçá ainda cedo. A ligação, o anel unido que envolve o todo, quebrado devagar mas por completo, o culminar do que possivelmente nunca foi. Depois o vazio, o nada, o espaço em branco, a matéria negra.
Palavras deitadas ao ar, este com mais significado que as mesmas porém, o sim que diz que não, o talvez que diz que não, o provavelmente que diz que não, e ainda o obviamente que claramente diz que não. Mal entendidos super-referidos e a exaustão de querer compreender, ou a falta dela. Rejubilar apenas no dia do nunca, no dia não realizado, no dia do universo decerto paralelo e avistar a paz negra de uma estrela vermelha.
E contudo, novamente, a percepção mantém-se, mas com ela, a crescente vergonha de sentir. Nada de desculpas, nada de perdões, apenas nada. Compreensão é tudo o que resta, e uma discussão civilizada para a anteceder.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Deixa Lá, Crise De Meia-Idade

Isto... Isto é um espaço meu...certo?
Um espaço onde posso ser eu, fazer o que quero e o que gosto...fazer o que preciso...certo?
Onde posso escrever quando preciso de falar com alguém...certo?
Mas não tenho ninguém com quem falar... Apenas tenho este bocado de espaço para escrever...
Posso? Escrever aqui? Vão ler? E se lerem, vão querer saber?
Ah... Não importa, vou escrever na mesma, esta introdução de perguntas retóricas não fez qualquer tipo de sentido...

Insegurança... Desejo de ter o que se tem mesmo depois de já se ter tido o que se tem... Ter... Ter o quê? Ter-te...a ti... A ti? Sim...a ti...
Bolas... Esqueci-me da frase chave que me fez querer escrever isto... Enfim, pode ser que me lembre dela... Bolas... Esqueci-me...de te dizer...que te amo... Mas...
...
...
Será que amo? Amo mesmo? Ou é apenas um engano do meu espírito? Um acto de cobardia, esconder-me em ti, com medo de não alcançar o que não tenho... Sei lá se é... "Amo-te", aparentemente tão fácil de se dizer, tão sobrevalorizado, tão... Sei lá... Sei lá... Sei...que só sei...que o que sei...o sei...e que talvez saiba...que o que sabia...ainda sei...ou talvez não...talvez tenha deixado de um saber uns quantos saberes atrás...

"Esvazia a tua caneca, tem-la cheia, se a encheres mais irá transbordar"

Mas cheia de quê? De sonhos quebrados? De ilusões perdidas? Não...
Cheia de quê então? Cheia de...nada... É tudo o que tenho...nada... Sei que não, mas na minha maneira doentia, e muito pouco iluminada, goste de, talvez goste de, pensar que sim. Faz-me mais forte? Sei lá. Faz-me maior? Sei cá. Faz-me melhor? Não sei. Faz-me eu? Talvez... Talvez o faça, ou talvez me deite ainda mais abaixo... Deitado tenho estado eu nestes últimos dias, e em baixo...deixo de estar uma vez por outra... E desta? Esta passou. E da próxima? A próxima não vai passar... Vai passar-nos ao lado, de lágrimas nos olhos, limpando-as com um lenço negro de sangue... Que fiz eu para te perder? Que fiz eu para me perder? Que fiz eu para sentir que te perdi? Que nos perdi? Que...quando me perdi...perdi tudo? Mas...quando me perdi? Perdi o que era meu? Ou devolvi o que outrora pedira emprestado? É a minha alma! Por que porra estou a discutir o paradeiro da minha alma?! Ela está aqui. Aqui. Bem dentro de mim, querendo voar, sentindo-se presa, como...uma vez mais...e sempre... Perco-a? Sim...se largar a mão... E destruo-a? Sim...se baixar os braços... Lembras-te de mim? Quando fores velhinha, desdentada e coxa...lembras-te de mim? Quando eu já há muito tiver partido...lembras-te...do que é viver? Do que é doer?...e do que faz doer...e do que vale a pena sinta dor por...e do que...já não será...do que...já foi...do que...talvez...ainda seja...?

Limpa a cara, lava o teu rosto...a este ponto também eu já estou...por dentro, lavado em mercúrio... Por fora, exactamente igual. Pávido, sereno, branco como a neve, com os olhos penetrantes como o gelo em que outrora me envolvi, o cabelo...esse...constante mudança...mas...todo eu...sou constante mudança... Sei lá... Não perguntes isso... Mas penso que...talvez...sim, talvez não...

Fraquejei...sou fraco... Protestante hipócrita do mundo das máscaras, envolto nelas, tão bem aconchegado numa alcofa de linho e mentiras, um berço de ouro com corações quebrados cravados, roupa...em 2ª ou 3ª mão, assim como eu, assim como...sempre... Cara de pau, lata imensa, timidez falsa, perversidade certa... Descrito por bocados de calçada mais sabedores que todos nós, mais...detentores da verdade...

Em mim piso, em ti já não venero... Medo, é o que comanda esta minha desordem. Medo de que a história antiga se repita, medo de que ditados populares não estejam errados, medo...mas medo...de quê? De ti...de mim...deles...delas...de nós...dos outros...de todos...de ninguém...já disse do futuro? E do passado? Terei anteriormente referido o presente? Se o fiz, nessa altura não era futuro? E agora não é passado? Então o passado é presente e o presente é futuro fazendo do passado presente... É isso que me atormenta... O passado ser futuro... E o futuro ser passado não me mete menos medo...

Um pequeno e indefeso bebé, sim, o sou...

domingo, 21 de março de 2010

18

18 anos, maioridade, woo....hoo...

É no dia em que completam 18 anos de existência que as pessoas grandes chegam ao pé de vocês e vos dizem "bem-vindo ao mundo dos adultos" e cada um de nos responde "pois".

Atingi hoje esse limiar, o limiar em que aos olhos da sociedade se deixa de ser uma criança para se passar a ser um adulto, assim, do dia para a noite. Até que sabe bem, os olhos das pessoas mudam de expressão, não são mais aqueles olhos maioritariamente doces, de desculpa, ou até mesmo de desprezo ou pena, agora olham simplesmente com um ar desafiador, como se fossemos todos "concorrência". É-nos transmitido que a calma de outros dias permanecerá no passado e que daqui para a frente será sempre a piorar, querem mentalizar-nos de que muito dificilmente vamos ser alguém na vida, e de que os nossos problemas de agora são nada comparados com os que espreitam a cada esquina. Mas o que muita gente não sabe é que adoro um bom desafio, e que agora já posso jogar o jogo da vida com todos os dados.
Muito bem adultos, bem-vindos ao meu mundo!

sábado, 13 de março de 2010

Quando Perguntam Eu Respondo

Alguém me perguntou "Sentes falta do passado?", e eu respondi "Não do passado, mas da simplicidade deste"

Por vezes ainda chega ao meu pensamento aquelas imagens de anarquia infantil, de tempos pacíficos e inocentes, onde a maldade era um mito e onde personalidades originais reinavam. Três amigos-irmãos que tudo tiveram e que agora nada têm, e tudo porquê? Por ninharias que se transformaram, com o passar do tempo, em gigantescas quimeras destruidoras de sonhos e esperanças.

Serei tolo em, às tantas, dar demasiada importância ao passado? Não é este que, afinal de contas, faz de nos quem somos? Então porquê apagá-lo? Porquê renegá-lo? Porque não vivê-lo? Se é passado não pode mal fazer, tudo o que nele se encerra já foi feito e não poderá ser repetido. Aguardar com carinho que novos dias virão, mas guardando aquele sentimento masoquista de que esses dias possam trazer algumas influências do passado. "Lembras-te da tua cara de anjo? E das tuas partidas de criança perdida?" Que tal largarmos a faca e abraçarmo-nos, uma vez em muito tempo, sem nos magoarmos mutuamente? Sim eu sei que sou uma pessoa com ideais demasiado utópicos e que o único a voar mais baixo que o chão serei eu, reconheço também que a entidade que me retira do buraco para depois me mandar para dentro dele novamente não é nada mais nada menos que a minha própria personalidade e que, possivelmente, nada mais a vós vos intriga, nem o porquê nem o como...

Um pequeno sonho protagonizado por uma pequena criança, não abandonada mas perdida... Um pequeno sonho que traria um grande sorriso... Um pequeno sonho, o único que não se tornaria num pesadelo... Um sonho que libertaria o passado e revolucionaria o presente... Um pequeno sonho que retornaria toda a grandiosidade daquilo a que uma vez chamámos amizade...

terça-feira, 2 de março de 2010

Mudar O Passado? Antes Viver O Presente

Why the hell did we wind up like this, and why weren't we able to see the signs that we missed and try to rutn the tables?

Não quero dizer que esteja mal, não estou, simplesmente há música que nos faz pensar e ver que somos, na realidade, meia dúzia de pássaros cegos em busca de uma única minhoca...
Tanta gente que se queixa, bem ou mal, com ou sem razão, de tudo e todos, mas quem tem a coragem, quem tem os colhões para se levantar e fazer a diferença, não aos outros mas a si mesmo? Ninguém, zero, nicles! Não ha uma única pessoa que pragueje depois de se opor activamente. É mais fácil mandar vir do que agir, é mais fácil ver a vida passar do que vivê-la. Mas cheguei a uma conclusão (e sim, vou falar de mim porque isto até é o meu blog, ahah), que não é que ninguém ainda não tenha chegado mas enfim, mais vale viver a vida enquanto se é vivo, aquando da altura da morte não se vai viver nada. Mais, se é para haver arrependimento, que haja por algo que se fizera e não por não ter feito algo. São apenas estes dois padrões que regem a minha vida e que, através desta escrita, os passo para vós "irmões".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fornicar De Mão Aberta

"E é mau ser o saco de vómito dos outros
Porque depois quem leva com as tuas lágrimas e lamúrias é a almofada"

A utilidade de um ser não passa apenas por ser um recipiente para a raiva alheia
É mais que isso, pouco, mas mais
As pessoas só tão lá quando é para estares lá com elas e para elas e não para estarem elas lá para ti, e tu vês que tudo é nada, e nada continuaa ser nada, mas quando dás por ti a pensar isto apercebes-te que nada és tu e tu és nada, assim sendo tudo para ti e nada para os outros. Quando alguém diz que és tudo é porque tráz água no bico, e sente que sem ti não é nada. Sentimento bonito esse, o amor, mas é sem dúvida interesseiro p'a caralho (sim, é mesmo)!
Amigos, amantes de segunda classe antes isso, tristes pobres coitados que não sabem o que fazer contigo, lembram-se e vão-te buscar quando "ah e tal, tou mal e és tão meu amigo"... tristes de nós que não sabemos o que havemos de fazer com eles, e portanto, seguimos em frente e caímos na esparrela, uma vez mais, de "ah e tal, então que se passa"... Um aqui, um agora, um depois, um sempre e um ás vezes, um contente e um feliz, um triste e outro que não existe...
Uma faca, dois gumes. Amizade, no bright side, only bright moments apagados e esquecidos pelo momento do "não estavas lá". Tristes pecadores caçadores de sonho, alegres parvinhos contentes de se serem, inimigos do ser do apóstolo prodigio, contemplados pelo brilhar de uma mítica estrela negra que brilha ao longe. Prostituição, e não nos pagam por isso.

domingo, 27 de setembro de 2009

FARTO

Farto, fartinho! Com todas as letras!
Quer dizer, PORRA DUM CABRÃO! Não basta dar a vida practimanete?! Querem mais o quê?
Tipo, fodasse, mas desculpem lá! Vocês criam aquilo que não querem, vocês vão se foder tanto que vão desejar que os vossos olhos sejam retirados a sangue frio e os vossos orgãos genitais comidos por galinhas! Não estou para aturar mais merdas de "sinceridades" de "ajudas" e de "fidelidades"! Decididamente terminou! Acabou-se de vez!!! Não gostam comem menos! Não serei mais meigo e paciente como tenho sido, sentenças de morte prematuras foram assinadas! E desta vez não serão deixadas em branco! Devido ao sucedido nas últimas semanas eu penso ter aprendido um pouco mais sobre agarrar a vida e o quão não quero morrer num futuro próximo, mas a paciência é um meio lento de tortura altamente destructiva!
Terminus!
E com um grande sorriso e enorme perda de razão: VÃO SE FODER!
:) Peace, be greatly fuckin' happy

sábado, 5 de setembro de 2009

Not Even A Tear

WHAT THE FUCKING FUCK IS FUCKING WRONG WITH ME???!?? FUUUUUUCK!!!
WHY CAN'T I DROP NOT EVEN A FUCKING TEAR!!!

Foda-se como eu sinto saudades de chorar, de sentir as lágrimas percorrerem-me o rosto, de ter todos aqueles pestanejares á medida que as lágrimas saem, mas não, isso já apareta fazer parte do passado...
Li recentemente que as lágrimas não se gastam... Acho que tenho defeito de fabrico e penso que talvez fosse boa ideia devolver-me à fábrica...

Adeus...

Quero chorar...

Cansaço De Explodir

I'm tired...
Tou cansado porra!
I don't even know what I fucking want anymore...
Preciso de espairecer, de me reciclar talvez...não sei... Amo-me, mas...não amo ninguém, talvez nem mesmo a mim, o mais provável é estar a confundir ódio com amor... Gah!!! Não se admirem se eu um dia explodir, posso ser de metal no exterior mas o meu interior está armado com munições e resmas de fios...

domingo, 12 de julho de 2009

Será Que É?

Será que é?
Tipo, não quero nada para além disto... Não muito mais que isto, tudo o que mexa demasiado com sentimentos é, neste momento, interdito... No entanto não posso negar que sim, adorei e adoro, e as imagens são prova disso...

Conversas Da Noite

Epah noites, só mesmo porque "ah e tal tens de pôr lá uma para nós". São cenas daquelas que não vale a pena explicar, não só porque não faz sentido mas principalmente porque não se consegue... Épocas daquelas, esperemos ter várias pela frente...não é meninas? ;)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Made In Agressividade


Feitos da agressividade que tanto queremos combater, ao fim e ao cabo todos somos assim. Uma agressividade enorme cresce dentro de nós a cada dia que passa e, verdade seja dita, nada podemos fazer para a abrandar. Deveremos entregar-nos a esta tentação de destruição para que, após o apocalipse do interior, possamos começar o àrduo processo de reconstrução e recomeço...
Agressividade, um demónio ou uma dádiva?
...
Agressivo? Sim, mas pouco ;)

Renovar Ares?

Talvez sim, talvez vá dar uma volta, talvez vá espairecer, talvez me isole...
Uma boa, grande e fresca lufada de ar não me faria mal eu acho. Não a mim, não a ninguém... Sim, talvez siga esse conselho de-mente...