Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de abril de 2011

Uma Letra Vale Mais Que Mil Palavras

Cheguei tarde e a más horas
Aniquilei qualquer sentido de responsabilidade
Tentei escapar à minha seriedade
A esperar alguma felicidade
Reneguei o que sabia ser certo
Intriguei-me acerca do feito
Não esperei qualquer compreensão
Aonde fui fui em vão

Assim peço pelo perdão
Mesmo sabendo que o não terei
Ontem era um dia diferente
Temos muito que ter em percepção
E ainda assim nada é sem um senão

sábado, 19 de março de 2011

Tantas Tangas

O fumo do tabaco faz as ideis aparecer
O alcoól da bebida gaseificada transforma o ar numa droga
As almas que rodeiam o morto tornam-se facas e objectos de assassínio
Da mesma forma que o morto jaz imóvel

Aldeia Das Sombras

Aldeia antiga e histórica
De contos e fabulas cantada
Escondida entre a serra e a planície
Um vale roto e esquecido
Uma triste consequência geográfica
Vítima de maravilhosas catástrofes
Tecnicamente esporádica
Casa de deliquentes
Poderosos e descontentes
Senhores do nada

Complicações vividas despreocupadas
Cabelos brancos ganhos em vão
Na demência de uma ilusão
No caminho custoso de um ser caminhante
Uma luz que brilha mas não guia
Um final de linha encoberto na penumbra
Uma ilha longe de tudo
A aldeia das sombras

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cavaleiro De Armadura De Papel

Será que tudo o que vivi não foi um sonho?
Será que na minha cama era eu quem repousava?
Será que dentro daquela carapaça a minha pessoa se encontrava?
E será que era eu aquele cavaleiro de armadura de papel?

Será que a morte não é apenas mais um sonho?
Será que o meu espírito não se cansou e se escondeu?
Será que o filme da minha vida quem o realizava era eu?
E será que na vida cumpri o meu dever?

Ou será que deixei montes desmoronar?
Princesas perecer e mares secar?
Amigos partir e desconhecidos ficar?

Quando será que o Ceifeiro aparece?
Será por acidente ou por prece?
E questionar-me-à tanto quanto eu?
Ou levar-me-à silenciosamente para o silêncio eterno?

Desde já me silencio
E por ele espero
Desfaço da minha vida o fio
E espero
Por aquilo que não quero

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pontualidade Portuguesa

Este já tem algum tempinho, mas apenas agora me voltei a deparar com ele e decidi partilhá-lo.


10.40 era a hora
10.38 a saída
Antes dela já estava cá fora
E segui rumo à vida

No local até às 11
Na rua antes delas
Obtenho medalhas de bronze
Devido a estas esparrelas

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dança Das Ondas

Nesta dança mágica
Cheia de pura emoção
Corre uma energia fantástica
Dentro do meu e do teu coração

É sentir o fresco da noite negra
E sentir o calor do corpo febril
É sentir falta do que não chega
Como sentir na cara a chuva de Abril

De volta de uma guitarra sem cordas
Sem saber que som emitir
Continuando a dança das ondas
Que nos nossos corpos se faz sentir

É a condição desalmada
De ser um alguém sem fulgor
É perder-se nas sombras da calçada
E encontrar-se nos braços do amor

Lupus Homine

Em noites escuras
Quando melodiosas notas pairam no ar
Cometemos loucuras
E aceleramos sem parar

Horas a fio
Noites até ser dia
O amanhecer leva consigo
As lembranças que eu conhecia

A esfera grande e luminosa
Brilha hoje mais uma vez
Sorrio para ti, oh dama formosa
E esqueço-me dos porquês

sábado, 29 de maio de 2010

Living Without It

The story I’m going to tell
It’s not about something you can sell
It is about happiness and sorrow
It is about the fear for tomorrow

He was sorry once
Then he was sorry again
She was sorry once
Then she was sorry again

They both broke boundaries
In search for new glories
They both stood on their ground
Without ever making a sound

Believing that the sun rises every day
Banishing the darkness away
They both wanted to be with each other
They would suffer and they wouldn’t bother

Now again sharing time and space
He is She and She is He
Their love is their only disgrace
After all they’ve fallen from grace

quarta-feira, 3 de março de 2010

Alma Omnipoderosa

Fúria! Desespero!
Céu cinzento e nuvens negras
Chuva ácida e tristeza maior
Gente deprimente, triste continuamente
Vento frio e cortante
Sangue sai pelos cortes semi-abertos
Sociedade plena de enganos e toxinas
Ninguém verdade fala
Apenas gritam palavras sem nexo
Assim como eu, assim como vós
Podres e tristes almas
Preto no branco
Somente a preto e branco
Um mundo monocromático
De amor e mágoa
De ódio e agonia
Felicidade retorcida de um ser amalgamado
Vivencias de um sonho
Desprezo de um alguém maior
Alma omnipoderosa

Versos Soltos De Um Pirata Perdido

Sim fugirei
Farto de sempre estar presente para vós
Em retorno estáis ausentes para mim
Que será de meu fado tempestuoso
Esperarei até assistir ao final
Numa nau navegarei mil nós
Anseando pelo dia em que partirei
Mas partirei de espírito fogoso
Se me perguntardes para one irei
Responderei sim
Fugirei

Sem Título

Muitos se atrevem a pensar
Poucos se atrevem a dizer
Dizer o que realmente se pensa
O que se pensa verdadeiramente
E não o que querem que seja pensado

Tristeza de quem não o faz
Alegria dos carrascos deste reino
Reino tirano e cruel
Reino poderoso e decrépido
Reino da sociedade

Poderosos os que mandam
Podres os que são mandados
Preversidade nos olhos alheios
Persuasão nas suas mãos
Podridão nos seus corações

Malícia pantanosa envolvedora
Mestra e aprendiz das areias movediças
O pasto que alimenta os criadores
Inferno imposto aos impostores
Vida repleta de horrores

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Old Memories


No more this times
This drawing lines
All of this companionship
Where is all this friendship?

But sick of all
Sick of the lies
Sick of us
Our silent cries

Rainbows and butterflies
They shine and fly no more
Now it's time for demise
Moving on it's time for

One now, one later
Dying day after day
One now, another later
We're all fading away

Looking at a nice old photograph
Realising what's lost in the past
Writing one more paragraph
Compromising an existence that won't last

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Me, The Sun Or The Road?

Me,
The Sun,
Or The Road?

Am I the one who lightens some other's day?
Or am I some large amount of dust and rocks to be stepped on?

If I'm the Sun, do I burn?
If I'm the Road, do I help?

Maybe I'm the Sun to show the Road
Maybe I'm the Road to reach The Sun

Maybe I'm both
Maybe I'm none

domingo, 24 de janeiro de 2010

Flutuando

Flutuando
Sentindo pernas e braços pairar
Flutuando
Não sabendo onde se irá parar
Flutuando
Não querendo mais que essa sensação
Flutuando
Como alguém que pede perdão
Flutuando
Decidido a partir
Flutuando
Mas com medo de fugir
Flutuando
Escapando da morte
Flutuando
Sentindo-se com sorte
Flutuando
Para o seu destino encontrar
Flutuando
Mas querendo voar

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Porque Por Vezes O Que Parece É

Céu negro e triste
Boas vindas de mais um dia medonho
uma escuridão que envolve e estremece
Ramos de árvores esvoaçam amedrontamente
Tentando agarrar o chapéu de uma pobre criança
Criança provida de luz e esperança
Criança provida de medo pelo medo
E de felicidade por conseguir sorrir sem medo

Já não sou mais essa criança
Nunca fui mais precisamente
Nunca me identifiquei com tal ideal
E nunca me identifiquei comigo
Sinto que ás tantas eu não sou eu
Eu não sou nada nem ninguém
No entanto por vezes apercebo-me que sou tudo
Um ser milagroso criado por acaso
Um erro genético da natureza
Um corvo rodeado de cisnes

"Quem nunca errou que atire a primeira pedra"
Espero impacientemente por esse alguém
Quero ver-lhe o rosto, sentir.lhe o cheiro
Mandá-lo à merda porque não há ninguém perfeito
Calar as vozes da perfeição imutável
Dos seres desprezíeis dos quais faço parte
Sentir-me a assassinar a minha raça
E por isso sentir-me ser corroído por dentro
De dentro para fora, uma sensação que arde
Uma sensação que dói
Uma sensação que transmite calor
Transmite bem-estar
Transmite saudade

Amor é o que dizem
Ódio é o que se sente
Ódio por não sermos suficientes
E por tal motive termos de nos encontrar em outrém
Mas se por ventura amor é ódio
Então prefiro ser amado a amar
Prefiro que me queiram tanto bem quanto eu mal
Prefiro ser alguém que não eu
Apenas para me poder esbofetear e fazer-me aperceber
Da imensidade dos meus erros sem conta
Do ciclo vicioso em que todos estamos
Mas quero também não sair deste meu corpo
Porque se amor é ódio
Então eu afinal de contas odeio-me
Profundamente odeio-me
Odeio-me ao ponto de me estrangular com uma caneta
De puxar a sangue frio todo e qualquer orgão encerrado no meu corpo
Esmigalhar o meu crânio contra a tua parede
E enquanto faço tudo isto ver-te a ti
Ao longe, a olhar e a caminhar
Quer de frente quer de costas
Sempre a sorrir
Sempre a morder o lábio e a língua
Lentamente a esvaires-te em sangue
Sabendo que também tu te odeias
Mas se amor é ódio
Então eu odeio-te
E se ódio é amor
Então eu odeio-me

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Algodão Doce Cristalizado

Cada dia que passo contigo
É mais um dia em que me sinto vivo
Não só pelo respirar ser mais fresco
Não só pelo céu ser mais amável
Não só por sentir o teu coração
Mas principalmente por isso
E talvez só por isso
Me sinto cada dia mais vivo
Com mais vontade de viver
Mas com mais saudades tuas
Porque o amor é como um cordel farpado
Ata-nos tanto a uma pessoa
Que quando nos separamos dela nos espeta
E espeta bem fundo na carne
Felicitando o osso e transbordando sangue
Relembrando-nos da dor de estar longe de quem se ama
De quão precoce é o sentimento de felicidade infinita
Que por mais tempo que dure acaba por desvanescer
Não no seu todo em algo triste e sem sentido
Mas numa espécie de dor magoante e profunda
Uma dor classificável como agridoce
Que dói por ser dor
Mas que nos alivia por a sentirmos

Por isso adoro que me doa
Adoro amar-te no sentido mais macabro
Adoro adorar-te e amo amar-te
Ficar sempre a teu lado e ser sempre teu amado
Abraçar-te num abraço deprimido
E ao mesmo tempo ser o teu comprimido
O teu peluche
E o teu mais profundo desejo
O teu sonho mais cor-de-rosa
E a tua mais doce guloseima
Um poço de açucar e sonhos
De algodão doce e lágrimas de alegria
Um rio de mágoas trespassadas
Um futuro de vidas vividas
Alegrias que por vir estão
Memórias que para sempre permanecerão
Fotografia em moldura de madeira
Nada que me volta a fazer sentir desta maneira
Tu, só tu e nada mais
Uma vez agora, outra vez mais

domingo, 18 de outubro de 2009

Sorriso Parvinho

Abraço-me à almofada
Na qual outrora deitaste a cabeça
Na esperança do teu aroma detectar

Sinto-me perdido
Pois não te encontro
Sinto-me perdido
Nas malhas da memória
Memória essa que me leva
Para uma noite de amor
Algures no tempo
Perco-me novamente
Na simplicidade do momento
E por segundos
Sinto a almofada a abraçar-me de volta

Sentir-te não só comigo mas também perto de mim
É algo maravilhoso e inigualável
Um sentimento harmonioso e feliz
Um entrelaçar de dedos que se encontram
O esboçar de um sorriso inocente

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Estridência

Mais um berro silencioso
Mais um silencio quebrado bruscamente
Um violento rugido tenebroso
A melancolia de um ser descontente

Vidros quebrados ensaguentados
Sangue puro e inocente
Alma falecida de muitos desgraçados
Alma que não mais sofre felizmente

Por entre melodiosos sons molhados
Selvagem é o respirar da Natureza
Confusão de sentimentos empilhados
Uma emergente tristeza

Olhos assustadores e sorriso malicioso
Prefurantes por entre maior beleza
Grito estridente e poderoso
Sonoridade de gutural profundeza

Alegria De Tristeza

Por ti espero sentado
Com a chuva a bater-me nos pés
Sinto-me vazio por dentro e molhado por fora...

O suor que há horas escorria pela minha pele
Desvaneceu por entre estas gotas de água morna
Tornando-se no vapor que envolve a minha mente

O meu coração sente-se também ele envolto em névoa
Névoa negra e obscura
Névoa da perdição pelo amor eterno
Névoa que me envia para o Inferno

Triste estou uma vez mais
Mais uma lágrima enche a garrafa das mágoas
Mais uma porção de água salgada
Mais uma bela máscara estragada

Cabelo negro a escorrer pelo pescoço
Cabelo negro confuso num alvoroço

Tristeza de quem quer mas não pode ter
Alegria de quem tem mesmo sem querer

Por ti e por mim
Por nós tudo é possível
Nunca digas nunca
Pois nunca é previsível

Abraça-me uma vez mais
Aconchega-me bem perto do teu peito
Quero sentir-me em paz novamente
Em paz como um defunto no seu leito

domingo, 27 de setembro de 2009

This Is Not A Goodbye

When my heart stops
All I can think about is you
And seeing your red smiling lips
A tiny smile appear in mine
And I feel alive
Awsomely alive
Because you make me alive
And so i'll walk away
Not kissing you goodbye

Take my clothes
Cry for a picture
Cry for one more moment
One more beautiful moment
One of those when me and you cried together
One of those when we kissed forever
One more word and one more smile
Now I'm walking away
Not kissing you goodbye

For all that I matter to you
And for all the happiness we spend together
For the sake of the times when we laugh together
When we bleed and walk together
Side by side
Hearts as close as possible
We were never afraid to speak that word
We ever were simply to each other
And for the sake of the love that still resides on our hearts
I'll leave this world
Not kissing you goodbye

No... You are not alone
I'm here with you...forever...
And forever we'll stay
Embraced in the arms of love
Smilling at the face of death
Because we are only
Only human beings
Strong willing human beings
And you know why I'm not kissing you goodbye?
Because I'll stay with you forever
Not just in life
Not even just in death
But for all eternity
Until the end of times

(22/9/09)