quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Recuperação
E agora, passado cerca de mês e meio, posso dizer que já me sinto operacional a (quase) todo o vapor!
Estou ciente de que foi uma recuperação rápida e de que ainda nem tudo está a 100%, mas sinto-me bastante esperançoso de que já não demore a atingir tal patamar.
O que faz parecer que estás crónicas comecem a ter os dias contados...
Carpe Diem
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Tekken, O Filme Que Tem Algumas Semelhanças Com O Jogo
Pois bem, depois de muito esperar consegui finalmente ver o filme baseado no jogo Tekken!
E que querem que vos diga? É mais um filme baseado num jogo, não um jogo em formato de filme. No entanto deixo-vos aqui a minha opinião baseada em vários pontos de vista.
1º Como fã incondicional que sou desta serie de jogos, adoro toda a história, desde as personagens mais "importantes" até às mais recentes e pequenas. E é muito triste para um fã ver que o jogo apenas serviu como uma pequena parte da base do filme. Apenas se encontram pouco mais de uma dúzia de personagens do jogo das quais nem metade tem qualquer protagonismo. Maiores erros ainda no campo das personagens, de fora ficaram Paul e Hworang, que penso que são personagens importantes para o desenrolar da história principal; depois terem sido inseridas personagens como Raven, Dragunov, Miguel Rojo (que no filme é referido oralmente como Miguel Roja, o que se torna um tanto irritante). A caracterização das personagens presentes é ou muito boa, ou muito má, se bem que apenas se considera muito má a caracterização dos Jacks (que nada têm a ver com os do jogo, no filme são simples guardas com fatos de kenpo (penso eu) e metralhadoras). Já chega de falar das personagens. Adiante temos a grande diferenciação de contextos, por exemplo Mishima Zaibatsu foi substituída pelo nome de Tekken, e o passado das personagens é diferente do original. Outra coisa que não fez sentido foi o facto de os lutadores usarem armas no torneio, ok o Yoshimitsu também no jogo usa a sua faquinha, e seria baixo o oponente não utilizar também uma arma, mas fora isso não faz sentido, Tekken é uma serie de beat'em up, porrada bruta e simples, sem armas, apenas técnicas físicas e um tanto sobre-humanas. E vou-me ficar por aqui se não conto o resto do filme. Portanto, como fã, não fiquei totalmente desiludido, mas acho que podiam ter feito um filme muito melhor se não quisessem por tudo de uma vez.
2º Pondo-me no lugar de alguém que desconhece a história de Tekken, achei o filme apelativo e mesmo divertido, Com óptimas cenas de luta, nenhum ponto morto, sempre está a acontecer algo, seja acção fulminante ou apenas revelações, e o enredo criado foi algo apelativo à juventude de hoje em dia relatando festas, beijoquices, desentendimentos familiares, assassinos atrás de jovens, tudo coisas que acontecem na vida de qualquer adolescente dos dias de hoje... ou perto disso... A banda sonora encaixa perfeitamente. Depois dos créditos é mostrada uma cena que dá indicações de que uma sequela pode estar a ser ponderada. Um bom filme de acção para se ver com amigos, ou até mesmo sozinho, numa daquelas tardes/noites em que não há nada melhor para fazer.
E pronto, ai têm a minha opinião. Agora basta ver a recepção, que pelos vistos não parece ser estar muito famosa visto que o filme apenas estreou nos cinemas japoneses e já se encontra em dvd.
E que querem que vos diga? É mais um filme baseado num jogo, não um jogo em formato de filme. No entanto deixo-vos aqui a minha opinião baseada em vários pontos de vista.
1º Como fã incondicional que sou desta serie de jogos, adoro toda a história, desde as personagens mais "importantes" até às mais recentes e pequenas. E é muito triste para um fã ver que o jogo apenas serviu como uma pequena parte da base do filme. Apenas se encontram pouco mais de uma dúzia de personagens do jogo das quais nem metade tem qualquer protagonismo. Maiores erros ainda no campo das personagens, de fora ficaram Paul e Hworang, que penso que são personagens importantes para o desenrolar da história principal; depois terem sido inseridas personagens como Raven, Dragunov, Miguel Rojo (que no filme é referido oralmente como Miguel Roja, o que se torna um tanto irritante). A caracterização das personagens presentes é ou muito boa, ou muito má, se bem que apenas se considera muito má a caracterização dos Jacks (que nada têm a ver com os do jogo, no filme são simples guardas com fatos de kenpo (penso eu) e metralhadoras). Já chega de falar das personagens. Adiante temos a grande diferenciação de contextos, por exemplo Mishima Zaibatsu foi substituída pelo nome de Tekken, e o passado das personagens é diferente do original. Outra coisa que não fez sentido foi o facto de os lutadores usarem armas no torneio, ok o Yoshimitsu também no jogo usa a sua faquinha, e seria baixo o oponente não utilizar também uma arma, mas fora isso não faz sentido, Tekken é uma serie de beat'em up, porrada bruta e simples, sem armas, apenas técnicas físicas e um tanto sobre-humanas. E vou-me ficar por aqui se não conto o resto do filme. Portanto, como fã, não fiquei totalmente desiludido, mas acho que podiam ter feito um filme muito melhor se não quisessem por tudo de uma vez.
2º Pondo-me no lugar de alguém que desconhece a história de Tekken, achei o filme apelativo e mesmo divertido, Com óptimas cenas de luta, nenhum ponto morto, sempre está a acontecer algo, seja acção fulminante ou apenas revelações, e o enredo criado foi algo apelativo à juventude de hoje em dia relatando festas, beijoquices, desentendimentos familiares, assassinos atrás de jovens, tudo coisas que acontecem na vida de qualquer adolescente dos dias de hoje... ou perto disso... A banda sonora encaixa perfeitamente. Depois dos créditos é mostrada uma cena que dá indicações de que uma sequela pode estar a ser ponderada. Um bom filme de acção para se ver com amigos, ou até mesmo sozinho, numa daquelas tardes/noites em que não há nada melhor para fazer.
E pronto, ai têm a minha opinião. Agora basta ver a recepção, que pelos vistos não parece ser estar muito famosa visto que o filme apenas estreou nos cinemas japoneses e já se encontra em dvd.
sábado, 7 de agosto de 2010
Labirinto Porque És?
Pelos old times
As noites on the bar
As old nights com o old friend cá na town
As shitty ass bubaderas
And then...
The nada, puf, the work of knowing nothing.
Toda a sensação de ter o mundo nas mãos, e porque? Para isto? Isto é algo mas e se nada fosse? Caminhando adiante... No outro sítio, nada muda... As mesma fantasias, as mesmas desilusões... O galopar do ancião de fogo que persegue as almas penadas. O bom, o mau… e, não o intermédio, não o do meio, o de fora. Ambos experienciados, todos testados, e agra o último fixado.
Erros, aprender com eles. Dedos apontados, talvez sem razão, talvez acompanhados dela, mas não se pode fugir à realidade. E hoje, agora, talvez seja tarde demais, ou quiçá ainda cedo. A ligação, o anel unido que envolve o todo, quebrado devagar mas por completo, o culminar do que possivelmente nunca foi. Depois o vazio, o nada, o espaço em branco, a matéria negra.
Palavras deitadas ao ar, este com mais significado que as mesmas porém, o sim que diz que não, o talvez que diz que não, o provavelmente que diz que não, e ainda o obviamente que claramente diz que não. Mal entendidos super-referidos e a exaustão de querer compreender, ou a falta dela. Rejubilar apenas no dia do nunca, no dia não realizado, no dia do universo decerto paralelo e avistar a paz negra de uma estrela vermelha.
E contudo, novamente, a percepção mantém-se, mas com ela, a crescente vergonha de sentir. Nada de desculpas, nada de perdões, apenas nada. Compreensão é tudo o que resta, e uma discussão civilizada para a anteceder.
As noites on the bar
As old nights com o old friend cá na town
As shitty ass bubaderas
And then...
The nada, puf, the work of knowing nothing.
Toda a sensação de ter o mundo nas mãos, e porque? Para isto? Isto é algo mas e se nada fosse? Caminhando adiante... No outro sítio, nada muda... As mesma fantasias, as mesmas desilusões... O galopar do ancião de fogo que persegue as almas penadas. O bom, o mau… e, não o intermédio, não o do meio, o de fora. Ambos experienciados, todos testados, e agra o último fixado.
Erros, aprender com eles. Dedos apontados, talvez sem razão, talvez acompanhados dela, mas não se pode fugir à realidade. E hoje, agora, talvez seja tarde demais, ou quiçá ainda cedo. A ligação, o anel unido que envolve o todo, quebrado devagar mas por completo, o culminar do que possivelmente nunca foi. Depois o vazio, o nada, o espaço em branco, a matéria negra.
Palavras deitadas ao ar, este com mais significado que as mesmas porém, o sim que diz que não, o talvez que diz que não, o provavelmente que diz que não, e ainda o obviamente que claramente diz que não. Mal entendidos super-referidos e a exaustão de querer compreender, ou a falta dela. Rejubilar apenas no dia do nunca, no dia não realizado, no dia do universo decerto paralelo e avistar a paz negra de uma estrela vermelha.
E contudo, novamente, a percepção mantém-se, mas com ela, a crescente vergonha de sentir. Nada de desculpas, nada de perdões, apenas nada. Compreensão é tudo o que resta, e uma discussão civilizada para a anteceder.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Ciclo
Retirar adesivo, retirar compressas,abrir, retirar gase, desinfectar, fechar, lavar, limpar, abrir, inserir gase, fechar, pôr compressas, adicinoar adesivo.
REPETIR
REPETIR
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Neo-Portal - Capítulo II
- Mr. Seixo. Mr. Seixo Paulo. – Uma voz mecanizada chama.
- Sim, sim, estou a ir… Esta gente não sabe esperar. – Profere um personagem já meio calvo – Então vamos lá ver que foi agora… Yes, It’s me here!
- Oh Mr. Seixo, glad you could make it. I am so in need of your services. – é um homem muito mal encarado quem fala.
- You know how it’s done. Leave the envelope at the exit.
- Thanks for everything Mr. Seixo. – O homem sai com um ar parcialmente renovado, como se ventos frescos lhe limpassem a alma.
- Estes americanos da treta, não sabem fazer as coisas sozinhos… E depois vêem ao meu gabinete incomodar-me… Paspalhos… Mas vamos lá ver o que este agora quer… - abre o envelope e desenrola a folha – Hmm… “Three guys ate my wife…” Boa, e que quer ele que eu faça? O corno é ele! Tenho pena mas nada posso fazer. – e joga a folha para um monte de outras tantas idênticas.
Senhor Paulo Seixo, português sonhador em busca de uma vida melhor, residente numa pequena província dos Estados Unidos, perto de um, também este pequeno, aeroporto. Tem um gabinete que ajuda casos…não se sabe de quê, e muito menos se sabe como ajuda, mas alega fazê-lo.
À noite, já pronto para dormir, vem à cabeça de Paulo uma imagem do pedido de ajuda que recebera anteriormente naquela tarde. Um pressentimento de que havia algo que lhe tinha escapado. Assim, procurando deixar a sua mente mais limpa, levanta-se para ir até ao seu escritório e, quando lá chega, nota em falta a carta que procurava. Revista o escritório de uma ponta à outra e tentando não se irritar, pois só ele sabe como é difícil de se acalmar quando se irrita, respira fundo e olha pela janela, uma linda e maravilhosa lua cheia preenchia o céu, rodeada de poucas nuvens escuras, e com um tom um tanto ou quanto alaranjado. Pasmado, fica a contemplar tamanha beleza nunca antes vista por aqueles olhos. Eis quando ouve um barulho vindo da cozinha de sua casa. Um pouco assustado, mas nada que pudesse deixar transparecer, caminha lentamente até a cozinha onde encontra um pequeno anão a revistar-lhe o microondas.
- Minimeu? És tu? – Pergunta em tom de surpresa, medo e gozo.
- Minimeu o cara…ças! – Retalia ferozmente o pequeno ser.
- Que procuras?
- Algo que ainda não encontrei! Mas onde poderás tu tê-la escondido…? Diz-me!
- Mas escondido o quê? Eu não tenho nada a esconder!
- A não ser a própria face! Nem aqueles que te contratam sabem a cara de quem os safa dos problemas!
- Porque isso tornar-se-ia um problema para mim! Mas diz ao que vens! Ordeno-te!
- OK, eu vou-te dizer… - Num golpe muito baixo e desviando a atenção de Paulo, o anão joga-lhe os grandes dentes afiados à barriga e deixando-o gravemente ferido, foge pela janela.
Paulo nem soube ao certo o que lhe aconteceu. Como poderia uma criatura tão pequena ter tanta força nos maxilares? Onde iria um ser humano buscar tanta força? Era algo sobrenatural. No entanto a sua noite apenas começara e os barulhos não cessavam. Levanta-se a muito custo e, de olhos bem fechados, segue o som até à sua origem. Uma sonoridade cada vez mais ruidosa e horrenda deixa de se notar no momento em que entra no seu quarto e vê a carta que procurava há pouco. Pega nela e lê-a com mais atenção.
“Three guys ate my wife… but she keeps walking around in the neighborhood! She is falling into pieces! She is fucking rotten!!!” Escandalizado com o que acaba de ler, Paulo deixa de sentir quando leva com uma enorme pancada na cabeça. Desmaia por breves segundos e quando recupera os sentidos uma mulher meio podre tenta comê-lo vorazmente. Empurra-a, não sabe bem com que força, e consegue escapar de debaixo da desconhecida. Sente algo a efervescer na sua corrente sanguínea e joga-se com tanta força contra a, chamemos-lhe zombie, despedaçando o que faltava. Com o apartamento cheio de sangue, Paulo sabe que não pode permanecer ali por mais tempo. Volta a agarrar na carta e com o sangue que lhe escorre pelos dedos escreve, com letras bem grandes e sobre tudo o que já se encontrava escrito, “DONE”.
Após um bom banho, uma mudança de visual e a aplicação de um perfume irresistível, Paulo rouba um pequeno avião do aeroporto e debanda dali.
- Óptimo, agora saber como se guia isto como deve ser…
Após viajar meia dúzia de quilómetros, já vendo a costa lá bem ao fundo, perde o controlo do avião, que se despenha, caindo em pleno mar…
- Sim, sim, estou a ir… Esta gente não sabe esperar. – Profere um personagem já meio calvo – Então vamos lá ver que foi agora… Yes, It’s me here!
- Oh Mr. Seixo, glad you could make it. I am so in need of your services. – é um homem muito mal encarado quem fala.
- You know how it’s done. Leave the envelope at the exit.
- Thanks for everything Mr. Seixo. – O homem sai com um ar parcialmente renovado, como se ventos frescos lhe limpassem a alma.
- Estes americanos da treta, não sabem fazer as coisas sozinhos… E depois vêem ao meu gabinete incomodar-me… Paspalhos… Mas vamos lá ver o que este agora quer… - abre o envelope e desenrola a folha – Hmm… “Three guys ate my wife…” Boa, e que quer ele que eu faça? O corno é ele! Tenho pena mas nada posso fazer. – e joga a folha para um monte de outras tantas idênticas.
Senhor Paulo Seixo, português sonhador em busca de uma vida melhor, residente numa pequena província dos Estados Unidos, perto de um, também este pequeno, aeroporto. Tem um gabinete que ajuda casos…não se sabe de quê, e muito menos se sabe como ajuda, mas alega fazê-lo.
À noite, já pronto para dormir, vem à cabeça de Paulo uma imagem do pedido de ajuda que recebera anteriormente naquela tarde. Um pressentimento de que havia algo que lhe tinha escapado. Assim, procurando deixar a sua mente mais limpa, levanta-se para ir até ao seu escritório e, quando lá chega, nota em falta a carta que procurava. Revista o escritório de uma ponta à outra e tentando não se irritar, pois só ele sabe como é difícil de se acalmar quando se irrita, respira fundo e olha pela janela, uma linda e maravilhosa lua cheia preenchia o céu, rodeada de poucas nuvens escuras, e com um tom um tanto ou quanto alaranjado. Pasmado, fica a contemplar tamanha beleza nunca antes vista por aqueles olhos. Eis quando ouve um barulho vindo da cozinha de sua casa. Um pouco assustado, mas nada que pudesse deixar transparecer, caminha lentamente até a cozinha onde encontra um pequeno anão a revistar-lhe o microondas.
- Minimeu? És tu? – Pergunta em tom de surpresa, medo e gozo.
- Minimeu o cara…ças! – Retalia ferozmente o pequeno ser.
- Que procuras?
- Algo que ainda não encontrei! Mas onde poderás tu tê-la escondido…? Diz-me!
- Mas escondido o quê? Eu não tenho nada a esconder!
- A não ser a própria face! Nem aqueles que te contratam sabem a cara de quem os safa dos problemas!
- Porque isso tornar-se-ia um problema para mim! Mas diz ao que vens! Ordeno-te!
- OK, eu vou-te dizer… - Num golpe muito baixo e desviando a atenção de Paulo, o anão joga-lhe os grandes dentes afiados à barriga e deixando-o gravemente ferido, foge pela janela.
Paulo nem soube ao certo o que lhe aconteceu. Como poderia uma criatura tão pequena ter tanta força nos maxilares? Onde iria um ser humano buscar tanta força? Era algo sobrenatural. No entanto a sua noite apenas começara e os barulhos não cessavam. Levanta-se a muito custo e, de olhos bem fechados, segue o som até à sua origem. Uma sonoridade cada vez mais ruidosa e horrenda deixa de se notar no momento em que entra no seu quarto e vê a carta que procurava há pouco. Pega nela e lê-a com mais atenção.
“Three guys ate my wife… but she keeps walking around in the neighborhood! She is falling into pieces! She is fucking rotten!!!” Escandalizado com o que acaba de ler, Paulo deixa de sentir quando leva com uma enorme pancada na cabeça. Desmaia por breves segundos e quando recupera os sentidos uma mulher meio podre tenta comê-lo vorazmente. Empurra-a, não sabe bem com que força, e consegue escapar de debaixo da desconhecida. Sente algo a efervescer na sua corrente sanguínea e joga-se com tanta força contra a, chamemos-lhe zombie, despedaçando o que faltava. Com o apartamento cheio de sangue, Paulo sabe que não pode permanecer ali por mais tempo. Volta a agarrar na carta e com o sangue que lhe escorre pelos dedos escreve, com letras bem grandes e sobre tudo o que já se encontrava escrito, “DONE”.
Após um bom banho, uma mudança de visual e a aplicação de um perfume irresistível, Paulo rouba um pequeno avião do aeroporto e debanda dali.
- Óptimo, agora saber como se guia isto como deve ser…
Após viajar meia dúzia de quilómetros, já vendo a costa lá bem ao fundo, perde o controlo do avião, que se despenha, caindo em pleno mar…
terça-feira, 27 de julho de 2010
Detective Tourette
Noite fria, gelada. Sigo eu o suspeito, a pé, com a típica gabardina e chapéu de quem não quer ser descoberto. Vejo-o entrar por uma porta, numa rua pouco iluminada, e paro para pensar se seria boa ideia entrar. Decido esperar e fico escondido atrás de um carro estacionado. Após uns minutos ele sai, acompanhado por dois homens armados. Saio de fininho, regresso ao meu carro e repenso a minha estratégia. Volto a seguir o suspeito, desta vez de carro, e peço alguns reforços. Após o pedido depressa encurralamos o suspeito e assim, saio do veículo e revelo-me.
- O senhor tem o direito de per...caralho fodasse merda...manecer em silêncio.
- Ahahahahahahah! E é um descontrolado como tu que me diz isso?
Perco o controlo de vez e esmurro-o até que este fica inconsciente. Volto para a esquadra, deixo-o à entrada com os meus colegas e vou para casa, no entanto ainda os ouço conversar.
- Viste o que ele fez ao gajo?
- Ainda isso não é nada. Dizem que já arrancou as mãos a um par deles para que não pudessem agarrar em nenhuma arma.
Tento ignorar todas as bocas irreais e foco-me na minha vida. Mas... é cada vez mais difícil. Tudo pelo que me esforcei tem começado a quebrar. Desde pequeno que estou ciente de que tenho Síndroma de Tourette, e sempre recusei medicação, sempre acreditei na minha força interior, e até há uns tempos sempre consegui superar as coisas, umas mais facilmente, outras com mais dificuldade. Consegui terminar a escolaridade obrigatória e ainda prosseguir estudos, e encontro-me hoje numa esquadra da polícia ocupando um cargo de detective, ou coisa parecida. A minha família sempre me apoiou, embora pela noite fora ouvisse os meus pais a chorar e a questionarem-se onde teriam errado. Quando tinha os meus 20 anos o meu pai faleceu e a minha mãe desapareceu, fiquei sozinho no mundo. Amigos nunca os tive, nem nunca me interessei em tê-los, se sempre consegui tudo sozinho nunca vi mal algum em continuar assim. No entanto um ombro no qual pudesse repousar era algo que neste momento não recusaria.
Novo dia, e pelas 8.30 da manhã já me encontro na esquadra a estudar novo caso.
- Oh barulhento! Vê lá se te controlas da próxima! Precisamos deles em condições de falar! Palhaço da treta, aberração!
Levanto-me e saio. Sempre evitei o diálogo o máximo possível, tudo corre melhor enquanto mantenho a boca fechada. E como já sabia que trabalho me esperava não olhei sequer para trás. Havia algo neste caso específico que me chamava, uma espécie de dejá vu quando olhava para a assinatura nos documentos que se encontravam no processo. Enfim, há-de ser apenas impressão. Levo alguns dias a seguir o suspeito, que continua a manter aquela chama de algo familiar.
- Então fala-barato, já há avanços? Tão pá? Não te ensinaram que deves responder a algo quando te perguntam?
- E não vos ensinaram a ter...porra colhões...respeito?
- Tu não tens nada que dizer sobre isso. Não dizes uma frase sem um palavrão. - e levanta a mão com a qual me esbofeteia em seguida, habituei-me ao fim de alguns meses, mas é um mau hábito.
- Fartei-me de todos vós! Puta cona! - E saio, indo terminar oi meu trabalho.
- Vai e não voltes! Criatura do diabo...
Sempre fui gozado, não é de agora. Sozinho também sempre estive, mais ainda desde que os meus pais desvaneceram, frequentava eu ainda o ensino secundário. Mas sinto-me demasiado cheio, já prestes a explodir. Como se tal não bastasse, fiz o meu trabalho de casa e descobri que o meu criminoso não é senão um ex-polícia do outro lado do mundo, e mais, meu avô. Marquei um encontro com ele perto duma falésia extremamente rochosa, ele é demasiado perigoso, e eu também, portanto nenhum de nós deve andar à solta. Quando chego ao local não se vê mais nada nem ninguém para além de mar e algumas dezenas de metros de rocha. Saco de um cigarro, nunca fumei, mas como dizem, há sempre uma primeira vez para tudo.
- Não devias fazer isso...neto.
- Olá avô. - Falo sem tirar os olhos de uma gaivota que sobrevoava o mar azul de uma tarde de inverno. Dirijo-me depois ao porta-bagagem do meu automóvel. Avô...picha ranhosa com mel de foda...importa-se de chegar aqui? Tenho algo...cacetes de peluche...que lhe gostava de mostrar...
- Sabes, conheci uma vez alguém com o mesmo problema que tu. Existem medicamentos que te podem ajudar. Mas por enquanto, o que me querias mostrar?
Ao chegar perto do porta-bagagem o velho recebe um murro meu no estômago e atiro-o para dentro da mala do carro.
- Gosto em saber. - Fecho-o lá dentro e ligo o carro, ponho uma pedra no acelerador e faço o carro atirar-se do íngreme penhasco. Oiço depois o barulho do carro explodir após ter embatido contra as rochas, e ver o mar a reflectir as luzes da reacção explosiva é algo lindo. Chego-me à beira da falésia e ajoelho-me. Oiço paços e passo a vista por cima do ombro. Tiro a pistola e meto-a na boca. - Olá mãe...cara... - Primo o gatilho.
- O senhor tem o direito de per...caralho fodasse merda...manecer em silêncio.
- Ahahahahahahah! E é um descontrolado como tu que me diz isso?
Perco o controlo de vez e esmurro-o até que este fica inconsciente. Volto para a esquadra, deixo-o à entrada com os meus colegas e vou para casa, no entanto ainda os ouço conversar.
- Viste o que ele fez ao gajo?
- Ainda isso não é nada. Dizem que já arrancou as mãos a um par deles para que não pudessem agarrar em nenhuma arma.
Tento ignorar todas as bocas irreais e foco-me na minha vida. Mas... é cada vez mais difícil. Tudo pelo que me esforcei tem começado a quebrar. Desde pequeno que estou ciente de que tenho Síndroma de Tourette, e sempre recusei medicação, sempre acreditei na minha força interior, e até há uns tempos sempre consegui superar as coisas, umas mais facilmente, outras com mais dificuldade. Consegui terminar a escolaridade obrigatória e ainda prosseguir estudos, e encontro-me hoje numa esquadra da polícia ocupando um cargo de detective, ou coisa parecida. A minha família sempre me apoiou, embora pela noite fora ouvisse os meus pais a chorar e a questionarem-se onde teriam errado. Quando tinha os meus 20 anos o meu pai faleceu e a minha mãe desapareceu, fiquei sozinho no mundo. Amigos nunca os tive, nem nunca me interessei em tê-los, se sempre consegui tudo sozinho nunca vi mal algum em continuar assim. No entanto um ombro no qual pudesse repousar era algo que neste momento não recusaria.
Novo dia, e pelas 8.30 da manhã já me encontro na esquadra a estudar novo caso.
- Oh barulhento! Vê lá se te controlas da próxima! Precisamos deles em condições de falar! Palhaço da treta, aberração!
Levanto-me e saio. Sempre evitei o diálogo o máximo possível, tudo corre melhor enquanto mantenho a boca fechada. E como já sabia que trabalho me esperava não olhei sequer para trás. Havia algo neste caso específico que me chamava, uma espécie de dejá vu quando olhava para a assinatura nos documentos que se encontravam no processo. Enfim, há-de ser apenas impressão. Levo alguns dias a seguir o suspeito, que continua a manter aquela chama de algo familiar.
- Então fala-barato, já há avanços? Tão pá? Não te ensinaram que deves responder a algo quando te perguntam?
- E não vos ensinaram a ter...porra colhões...respeito?
- Tu não tens nada que dizer sobre isso. Não dizes uma frase sem um palavrão. - e levanta a mão com a qual me esbofeteia em seguida, habituei-me ao fim de alguns meses, mas é um mau hábito.
- Fartei-me de todos vós! Puta cona! - E saio, indo terminar oi meu trabalho.
- Vai e não voltes! Criatura do diabo...
Sempre fui gozado, não é de agora. Sozinho também sempre estive, mais ainda desde que os meus pais desvaneceram, frequentava eu ainda o ensino secundário. Mas sinto-me demasiado cheio, já prestes a explodir. Como se tal não bastasse, fiz o meu trabalho de casa e descobri que o meu criminoso não é senão um ex-polícia do outro lado do mundo, e mais, meu avô. Marquei um encontro com ele perto duma falésia extremamente rochosa, ele é demasiado perigoso, e eu também, portanto nenhum de nós deve andar à solta. Quando chego ao local não se vê mais nada nem ninguém para além de mar e algumas dezenas de metros de rocha. Saco de um cigarro, nunca fumei, mas como dizem, há sempre uma primeira vez para tudo.
- Não devias fazer isso...neto.
- Olá avô. - Falo sem tirar os olhos de uma gaivota que sobrevoava o mar azul de uma tarde de inverno. Dirijo-me depois ao porta-bagagem do meu automóvel. Avô...picha ranhosa com mel de foda...importa-se de chegar aqui? Tenho algo...cacetes de peluche...que lhe gostava de mostrar...
- Sabes, conheci uma vez alguém com o mesmo problema que tu. Existem medicamentos que te podem ajudar. Mas por enquanto, o que me querias mostrar?
Ao chegar perto do porta-bagagem o velho recebe um murro meu no estômago e atiro-o para dentro da mala do carro.
- Gosto em saber. - Fecho-o lá dentro e ligo o carro, ponho uma pedra no acelerador e faço o carro atirar-se do íngreme penhasco. Oiço depois o barulho do carro explodir após ter embatido contra as rochas, e ver o mar a reflectir as luzes da reacção explosiva é algo lindo. Chego-me à beira da falésia e ajoelho-me. Oiço paços e passo a vista por cima do ombro. Tiro a pistola e meto-a na boca. - Olá mãe...cara... - Primo o gatilho.
NIGHTMARE
Saiu hoje o mais recente álbum da banda de Heavy Metal norte-americana Avenged Sevenfold.
Li, especulei, ouvi, gostei, desapontei-me.
Gostei da rapidez do álbum, as músicas mais brutas, a diversidade nas faixas, enfim, uma viagem por um pouco do trabalho da banda.
Como grande fã, a notícia da morte de Rev deixou-me transtornado, e este trabalho é sim uma óptima homenagem a essa grande personalidade da bateria, da música e do mundo.
No entanto, o tom das diferentes músicas torna-se um pouco igual, o conteúdo das letras também não difere assim tanto, e isso é compreensível, mas desapontante.
Aconselho o álbum, é bom de ouvir uma vez por outra, mas não estão no seu melhor, e ninguém lhes pedia isso.
O Pesadelo é como o levantar de uma fénix sobre as próprias cinzas.
Li, especulei, ouvi, gostei, desapontei-me.
Gostei da rapidez do álbum, as músicas mais brutas, a diversidade nas faixas, enfim, uma viagem por um pouco do trabalho da banda.
Como grande fã, a notícia da morte de Rev deixou-me transtornado, e este trabalho é sim uma óptima homenagem a essa grande personalidade da bateria, da música e do mundo.
No entanto, o tom das diferentes músicas torna-se um pouco igual, o conteúdo das letras também não difere assim tanto, e isso é compreensível, mas desapontante.
Aconselho o álbum, é bom de ouvir uma vez por outra, mas não estão no seu melhor, e ninguém lhes pedia isso.
O Pesadelo é como o levantar de uma fénix sobre as próprias cinzas.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Neo-Portal - Capítulo I
“O portal fechou-se, e dentro dele ficaram todas as criaturas que dele tinham saído. Todas excepto uma…”
- Já está? É só isto? Que decepção… E são livros destes considerados os melhores de sempre e tretas afins… Tristeza de mundo, se bem que seria interessante uma boa duma vampira aqui… Ai se era…
Foi desta maneira que terminei de ler o livro que todos os meus amigos me aconselharam a ler, mas não pude disfarçar a minha desilusão. Num mundo cheio de tanta coisa mágica, porque só se escreve sobre vampiros? Porque não um livro acerca de unicórnios, ou borboletas? Não se vê nenhum livro que fale de como são bonitas as borboletas ou de como uma borboleta vive a sua adolescência. Ou se queremos ficar apenas pelos humanóides, como seria a vida de alguém com uma maldição que obrigasse a pessoa a viver como uma gárgula nocturna? Pedra de noite, humano de dia… interessante não? Ou talvez apenas alguém com esquizofrenia, ou alguém possesso?! Mas não, o mundo não está preparado para tal coisa… Em vez disso tudo o que se vê são “Twilights” e “Vampire Diaries” por tudo quanto é livraria e tomando nomes e tamanhos diferentes, depois é filmes e series televisivas baseadas nestas duas sagas de livros ou noutras às quais estas possam ter ido buscar inspiração, o que é certo é que nada é original… Mas enfim, o mundo gira e a chuva continua a cair nesta noite invernosa de tempestade.
O sol bate-me nos olhos à medida que vou acordando lentamente e a minha mãe já grita “Alexandre Romeu, desce já essas escadas!”, nisto entra o meu irmão no quarto.
- Se queres boleia despacha-te, o Jonas já chegou para vir buscar a Salomé e não deve demorar a ir embora.
- Sim Fred… Eu hoje vou de bicicleta…
Desço as escadas ainda a cambalear de sono e a meio do processo a que chamam vestir, agarro numa torrada e vou comendo pelo caminho. Pego na bicicleta estacionada na garagem e começo a pedalar. Chego à escola já atrasado mas ainda a acabar de tragar a torrada mas tal não me impede de irromper pela sala de aula.
- Professor Dias, posso?
- Para você é Dr. Dias! E não, não pode sem antes terminar essa torrada repleta de manteiga, esse apetitoso bocado de pão torrado a uma temperatura não muito quente, essa fatia divina…
- É servido? – Pergunto eu procurando satisfazer o desejo aflito do Dr. Dias.
- Não, não senhor! – Recompõe-se o Dr. Dias um pouco atrapalhado – e faça o favor de se sentar!
- Mas ainda não terminei a minha fatia divina…
- Não lhe deram educação em casa?! Não sabe que quando o professor manda o aluno obedece?!
- A minha mãe encarregou-se disso, e deixe-me dizer-lhe que fez um óptimo trabalho. Como tal, dê-me licença que vou entrar, sentar-me e acompanhá-lo a si e aos meus colegas em mais uma das suas nada aborrecidas aulas.
- Mais uma dessas e assiste à aula do lado de fora do edifício.
As aulas passam depressa e já é hora de almoço. Encontro-me com os meus amigos na cantina da escola. Sentados na mesa do costume, no fundo da cantina no canto direito, já lá estão a Luísa, a Marisa e o Júlio.
- Boas pessoal!
- Que o sol ilumine essa tua face horrenda… Acordaste agora?
- Não Júlio não, mas podia.
- Estás mesmo mal tratado moço. Que fizeste esta noite? Brincaste um bocadinho contigo mesmo? Foi? Foi? – Pergunta Marisa num tom de brincadeira.
- Marisa, isso é algo íntimo meu, e não, não foi o que aconteceu. – procuro disfarçar o meu sorriso maroto – Fiquei foi a acabar de ler aquele tal livrinho da treta, que mais parece um jogo de vídeo que retira a maior parte dos aspectos dos livros de vampiros que se vêm aí hoje em dia, e deixei-me dormir tarde.
- Vai alimentar-te e senta-te aqui connosco.
No caminho para a fila do bar olho pela janela e vejo o meu irmão à luta com um rapaz. Vou lá fora ver o que se passa e apercebo-me que o motivo da luta é, mais uma vez, uma rapariga.
- Não tinhas nada que te meter com ela! Sabes muito bem que ela estava comigo! – Grita efusivamente Fred para o indivíduo encapuzado.
- Meu, tu curtis-te com ela quê? Sete, oito vezes no máximo não? Daí a “estar contigo” vai uma grande diferença…
- Cala essa boca camelo! – Fred guincha estas palavras ao empurrar o seu punho fechado contra o estômago do oponente que fica atordoado por um pouco, aproveitando Fred para espancá-lo.
- Frederico Antunes! Já para o meu gabinete! – Ordena a Senhora Etelvina, directora da escola, e num estalar de dedos dois dos seguranças agarram no meu irmão.
Espero por ele à porta do gabinete e quando ele sai pergunto-lhe em que se meteu desta vez.
- Foi o maricas do Leo, meteu-se com a Rita.
- Sim, e onde entras tu nesta história?
- Entro na parte em que ele se vai meter com ela, quem está com ela sou eu! Ele não tinha nada que se meter com ela se sabia que ela estava comigo!
- Sim mas… Tu sabes como as coisas são hoje em dia, e tu não namoras com ela pois não?
- Não, nem tenciono fazê-lo. Mas se ela tem andado a curtir comigo há umas duas semanas não tinha nada que andar a curtir com outros ao mesmo tempo.
- Tens que rever muitas coisas amigo. – Afirma Rita que acabara de aparecer – Eu sou livre, faço o que quero, com quem quero, porque quero, como quero e quando quero, e não é lá por te ter agarrado nos tomates uma porção de vezes que vou passar a ser a tua cadela. E para que conste, ele é melhor do que tu… – Rita encosta a boca ao ouvido de Fred - …em tudo. – Sorri e abandona o corredor sem olhar para trás.
- Vês mano? Ela não vale a pena, só estava a brincar contigo, a fazer de ti parvo. E conseguiu…
- Mas não se vai rir durante muito mais tempo… E quanto aquele Leo, há qualquer coisa de estranho com ele, e eu vou saber o que é.
- Já está? É só isto? Que decepção… E são livros destes considerados os melhores de sempre e tretas afins… Tristeza de mundo, se bem que seria interessante uma boa duma vampira aqui… Ai se era…
Foi desta maneira que terminei de ler o livro que todos os meus amigos me aconselharam a ler, mas não pude disfarçar a minha desilusão. Num mundo cheio de tanta coisa mágica, porque só se escreve sobre vampiros? Porque não um livro acerca de unicórnios, ou borboletas? Não se vê nenhum livro que fale de como são bonitas as borboletas ou de como uma borboleta vive a sua adolescência. Ou se queremos ficar apenas pelos humanóides, como seria a vida de alguém com uma maldição que obrigasse a pessoa a viver como uma gárgula nocturna? Pedra de noite, humano de dia… interessante não? Ou talvez apenas alguém com esquizofrenia, ou alguém possesso?! Mas não, o mundo não está preparado para tal coisa… Em vez disso tudo o que se vê são “Twilights” e “Vampire Diaries” por tudo quanto é livraria e tomando nomes e tamanhos diferentes, depois é filmes e series televisivas baseadas nestas duas sagas de livros ou noutras às quais estas possam ter ido buscar inspiração, o que é certo é que nada é original… Mas enfim, o mundo gira e a chuva continua a cair nesta noite invernosa de tempestade.
O sol bate-me nos olhos à medida que vou acordando lentamente e a minha mãe já grita “Alexandre Romeu, desce já essas escadas!”, nisto entra o meu irmão no quarto.
- Se queres boleia despacha-te, o Jonas já chegou para vir buscar a Salomé e não deve demorar a ir embora.
- Sim Fred… Eu hoje vou de bicicleta…
Desço as escadas ainda a cambalear de sono e a meio do processo a que chamam vestir, agarro numa torrada e vou comendo pelo caminho. Pego na bicicleta estacionada na garagem e começo a pedalar. Chego à escola já atrasado mas ainda a acabar de tragar a torrada mas tal não me impede de irromper pela sala de aula.
- Professor Dias, posso?
- Para você é Dr. Dias! E não, não pode sem antes terminar essa torrada repleta de manteiga, esse apetitoso bocado de pão torrado a uma temperatura não muito quente, essa fatia divina…
- É servido? – Pergunto eu procurando satisfazer o desejo aflito do Dr. Dias.
- Não, não senhor! – Recompõe-se o Dr. Dias um pouco atrapalhado – e faça o favor de se sentar!
- Mas ainda não terminei a minha fatia divina…
- Não lhe deram educação em casa?! Não sabe que quando o professor manda o aluno obedece?!
- A minha mãe encarregou-se disso, e deixe-me dizer-lhe que fez um óptimo trabalho. Como tal, dê-me licença que vou entrar, sentar-me e acompanhá-lo a si e aos meus colegas em mais uma das suas nada aborrecidas aulas.
- Mais uma dessas e assiste à aula do lado de fora do edifício.
As aulas passam depressa e já é hora de almoço. Encontro-me com os meus amigos na cantina da escola. Sentados na mesa do costume, no fundo da cantina no canto direito, já lá estão a Luísa, a Marisa e o Júlio.
- Boas pessoal!
- Que o sol ilumine essa tua face horrenda… Acordaste agora?
- Não Júlio não, mas podia.
- Estás mesmo mal tratado moço. Que fizeste esta noite? Brincaste um bocadinho contigo mesmo? Foi? Foi? – Pergunta Marisa num tom de brincadeira.
- Marisa, isso é algo íntimo meu, e não, não foi o que aconteceu. – procuro disfarçar o meu sorriso maroto – Fiquei foi a acabar de ler aquele tal livrinho da treta, que mais parece um jogo de vídeo que retira a maior parte dos aspectos dos livros de vampiros que se vêm aí hoje em dia, e deixei-me dormir tarde.
- Vai alimentar-te e senta-te aqui connosco.
No caminho para a fila do bar olho pela janela e vejo o meu irmão à luta com um rapaz. Vou lá fora ver o que se passa e apercebo-me que o motivo da luta é, mais uma vez, uma rapariga.
- Não tinhas nada que te meter com ela! Sabes muito bem que ela estava comigo! – Grita efusivamente Fred para o indivíduo encapuzado.
- Meu, tu curtis-te com ela quê? Sete, oito vezes no máximo não? Daí a “estar contigo” vai uma grande diferença…
- Cala essa boca camelo! – Fred guincha estas palavras ao empurrar o seu punho fechado contra o estômago do oponente que fica atordoado por um pouco, aproveitando Fred para espancá-lo.
- Frederico Antunes! Já para o meu gabinete! – Ordena a Senhora Etelvina, directora da escola, e num estalar de dedos dois dos seguranças agarram no meu irmão.
Espero por ele à porta do gabinete e quando ele sai pergunto-lhe em que se meteu desta vez.
- Foi o maricas do Leo, meteu-se com a Rita.
- Sim, e onde entras tu nesta história?
- Entro na parte em que ele se vai meter com ela, quem está com ela sou eu! Ele não tinha nada que se meter com ela se sabia que ela estava comigo!
- Sim mas… Tu sabes como as coisas são hoje em dia, e tu não namoras com ela pois não?
- Não, nem tenciono fazê-lo. Mas se ela tem andado a curtir comigo há umas duas semanas não tinha nada que andar a curtir com outros ao mesmo tempo.
- Tens que rever muitas coisas amigo. – Afirma Rita que acabara de aparecer – Eu sou livre, faço o que quero, com quem quero, porque quero, como quero e quando quero, e não é lá por te ter agarrado nos tomates uma porção de vezes que vou passar a ser a tua cadela. E para que conste, ele é melhor do que tu… – Rita encosta a boca ao ouvido de Fred - …em tudo. – Sorri e abandona o corredor sem olhar para trás.
- Vês mano? Ela não vale a pena, só estava a brincar contigo, a fazer de ti parvo. E conseguiu…
- Mas não se vai rir durante muito mais tempo… E quanto aquele Leo, há qualquer coisa de estranho com ele, e eu vou saber o que é.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: A Monotonia
Agora em casa
Fazer penso todos os dias
Acções bastante limitadas
Dias cheios de monotonias
Não há muito sobre o que relatar, agora os meus dias são passados no computador, a ver coisas diversas, a jogar... As dores também não são nada do outro mundo, enfim, tudo se resume a monotonia, aborrecimento, chatice, e muita, muita paciência.
Estas crónicas voltarão um dia, nem que seja apenas para se depedirem.
Kiss kiss bang bang
Fazer penso todos os dias
Acções bastante limitadas
Dias cheios de monotonias
Não há muito sobre o que relatar, agora os meus dias são passados no computador, a ver coisas diversas, a jogar... As dores também não são nada do outro mundo, enfim, tudo se resume a monotonia, aborrecimento, chatice, e muita, muita paciência.
Estas crónicas voltarão um dia, nem que seja apenas para se depedirem.
Kiss kiss bang bang
domingo, 11 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: The Comeback
Fui para ficar lá um dia e acabei ficando dois e meio!
Cirurgia de Ambulatório, retirar cisto, voltar para casa. Era assim o plano, no entanto nem tudo corre como planeado e, ao invés de me ser retirado um cisto foram-me retirados dois!
Anestesiado e a dormir foi como passei a cirurgia, mas após acordar não posso esconder a aflição que é não conseguir mexer a parte inferior do corpo (devido à anestesia conhecida como "epidural"), embora soubesse que esse efeito era apenas temporário.
Já haviam passado várias horas após a cirurgia e eu todo contente pois a hora de ir para casa estava a aproximar-se, além do mais agora já so tinha que recuperar e não mais me preocupar com este problema, quando começo a sangrar bastante e sou alvo de mais uma pequena intervenção a sangre frio, digamos que remexer num buraco do tamanho de meia nádega com compressas de uma maneira um tanto agressiva não é nada agradável. Acabei por passar uma noite no hospital. Dia seguinte, ainda sangue indesejado espreitava o céu azul, e então foi marcada nova cirurgia e, às dez da noite, sensivelmente, vou novamente para o bloco operatório. Ficando tudo bem desta vez voltei para casa há cerca de uma hora e aqui estou relatando mais um episódio desta saga.
Agarrem-se ao que vos pode cair,
Daniel Oni Gurreiro
Cirurgia de Ambulatório, retirar cisto, voltar para casa. Era assim o plano, no entanto nem tudo corre como planeado e, ao invés de me ser retirado um cisto foram-me retirados dois!
Anestesiado e a dormir foi como passei a cirurgia, mas após acordar não posso esconder a aflição que é não conseguir mexer a parte inferior do corpo (devido à anestesia conhecida como "epidural"), embora soubesse que esse efeito era apenas temporário.
Já haviam passado várias horas após a cirurgia e eu todo contente pois a hora de ir para casa estava a aproximar-se, além do mais agora já so tinha que recuperar e não mais me preocupar com este problema, quando começo a sangrar bastante e sou alvo de mais uma pequena intervenção a sangre frio, digamos que remexer num buraco do tamanho de meia nádega com compressas de uma maneira um tanto agressiva não é nada agradável. Acabei por passar uma noite no hospital. Dia seguinte, ainda sangue indesejado espreitava o céu azul, e então foi marcada nova cirurgia e, às dez da noite, sensivelmente, vou novamente para o bloco operatório. Ficando tudo bem desta vez voltei para casa há cerca de uma hora e aqui estou relatando mais um episódio desta saga.
Agarrem-se ao que vos pode cair,
Daniel Oni Gurreiro
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Até Já
Nem mais! 12 horinhas e fora com o cisto!
E agora que a introdução foi feita e a situação é conhecida, proponho-me, eu próprio, a mim mesmo, relatar o meu percurso daqui para a frente relativo a este assunto.
Sem mais a adiantar, fico, por enquanto, por aqui.
Até Já
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Processo De Encerramento Do Orifício
Numa palavra. Tratamento. Noutra palavra. Recuperação.
Às tantas já não é tanto a dor, pois esta diminui, mas sim o aborrecimento de ir todos os dias ao centro de saúde fazer o tratamento, ou seja, desinfectar e fazer novo penso, dia após dia após dia após dia. Sorte a minha que tenho um óptimo poder de recuperação e regeneração física, e em semana e meia melhorei consideravelmente, tendo apenas que continuar a fazer tratamento devido à indicação médica.
Enfim, este terceiro episódio destas crónicas é bastante curto, mas também assim foi esse período da minha vida, aborrecido, e custou-me uma semana de aulas!
Beijinhos e abraços
Crónicas De Um Sem-Nalga: Ainda Com As Duas, Criação Do Segundo Buraco Do Cu
Relato agora a minha anterior experiência com este tipo de "bicho".
Noite de Natal, e eu sem me dar sentado! Era o meu, então desconhecido, amigo cisto que me incomodava. Cedo me deito mas tarde adormeço, apenas para cedo voltar a acordar e rumar ao hospital mais próximo, uma vez que as dores eram insupurtaveis.
Receitaram-me panos quentes (o que, diga-se de passagem, sabe bem), e disseram-me que era um problema de hemorróidas, e eu "ok, começo a tar farto de "hemos"".
Fim-de-semana passado, melhoras nem velas, dormir era mentira e a única coisa de real que tinha eram dores. Nova viagem ao Hospital, desta vez não ao mais próximo mais ao mais próximo a seguir, onde, aí sim, detectaram a verdadeira origem do problema. Um cisto pilonidal que havia infectado e que estava ali a pedir para ser retirado, traduzindo-se este pedido numa infecção do tamanho de um ovo. Lá fico eu de cú para cima enquanto o senhor doutor gentilmente me faz a barba aos glúteos, passa um daqueles sprays aos quais gostam de chamar anestesia (frios como tudo, mas de anestesia pouco teêm), e ao sentir o objecto portador de serrilha a perfurar-me pele e carne, PUTA QUE PARIU! (desculpem a expressão, mas a sério, é isso mesmo) E depois do primeiro corte? Veêm os outros, e a dor aguda de uma pinça a retirar os pelos do interior do buraco agora feito (estão a ver a dor de fazer as sobrancelhas com pinças pela primeira vez? imaginem isso no cu. Agora imaginem dentro do cu, ai está). Aquela interminável dor terminou após vinte e cinco minutos de pura dor interior, extremo calor proporcionado por esta (recordo que estávamos entre o Nata e o Ano Novo), as arrancadelas do papel que põem na marquesa, e digo-vos se não fosse o facto do senhor doutor até ser um gajo porreiro e gostar de Rammstein tinha sido muito pior! (estava a ser reproduzido o mais recente álbum da banda alemã: "Liebe Ist Fur Alle Da", nunca mais o ouvi da mesma forma...).
Após tudo isto, mandaram-me para casa com a ferida aberta (pois tem de cicatrizar por segunda intenção, ou seja, de dentro para fora) e eu sem me poder sentra lá vim deitado no carro.
É assim que se fica com um segundo buraco entre as nádegas, e digo-vos, em nada é agradável.
Piss aute (mas não fora da sanita)
You're not so friendly not so neighbour, Daniel Oni Guerreiro
terça-feira, 6 de julho de 2010
Crónicas De Um Sem-Nalga: Ainda Com As Duas
Pois é, tal como o título sugere, dentro de sensivelmente 4 dias viverei mais leve por um período de tempo, ficarei "desnalgado". E porque me vai ser retirada uma porção de carne a uma parte tão inexistente do meu corpo? A resposta, caros amigos, é simples: Cisto Pilonidal.
O que é?
Como funciona?
Em que afecta?
Como é que se pega?
Como se trata?
Come-se?
Estas perguntas obterão as suas respectivas respostas no documento infra, com óbvia excepção daquelas que se apresentam obviamente absurdas, como é óbvio.
"O que é?
Cisto pilonidal é o nome específico que se dá para o mais comum dos cistos dermóides, quando ele se localiza na região sacral (abaixo da região lombar, onde se inicia o sulco entre as nádegas). Cistos dermóides podem estar presentes também em outras áreas, além da região sacral, tais como o pescoço, regiões em torno das orelhas, nariz e olhos, mas não recebem o nome de cisto pilonidal.
Apesar do nome nos fazer crer se tratar de um cisto, na verdade ele não é um cisto verdadeiro e sim um resquício embrionário de pele. Durante o desenvolvimento do embrião, na barriga da mãe, formam-se "dobras" de pele que são normalmente eliminadas. Algumas destas "dobras" podem permanecer ocultas no interior da pele. São denominadas fendas embrionárias e, quando são grandes o suficiente para inflamarem ou serem notadas a olho nu, recebem o nome de cisto dermóide.
Normalmente o cisto pilonidal contém em seu interior pêlos e glândulas sebáceas e sudoríparas. Provavelmente é a presença destas glândulas sudoríparas que faz com que a lesão piore com o calor. Isto porque com o aumento da temperatura no local elas produzem suor, que fica acumulado dentro da pele, podendo inflamar e até infeccionar.
Manifestações clínicas
Normalmente os primeiros sintomas surgem na adolescência ou no início da idade adulta. A doença se inicia como uma inflamação na região sacral. Surge desconforto na região, principalmente quando permanecemos muito tempo sentados. Com a evolução, percebe-se uma lesão nodular, que geralmente varia de 1 a 5 cm, de consistência amolecida e que pode ter sinais inflamatórios, como dor, calor e vermelhidão.
O calor, calças apertadas e o atrito nesta região são importantes causas para o surgimento da inflamação, tanto que na segunda guerra mundial o cisto pilonidal era chamado de doença do Jeep, porque os soldados que permaneciam por horas e horas sentados nos Jeeps sofriam constantemente deste problema (calor, muito tempo sentados e o atrito constante).
Tratamento
Tradicionalmente, os cistos dermóides, bem como o cisto pilonidal, são removidos cirurgicamente e deixados para cicatrizar por segunda intenção, método utilizado para o tratamento cirúrgico de lesões infectadas (a ferida fica aberta, não recebe pontos e cicatrizando de "fora para dentro").
Atualmente, devido a um maior conhecimento de sua verdadeira origem, eles são removidos cirurgicamente e fechados também cirurgicamente, o que em muito facilita a vida dos pacientes, que tem uma rápida e tranqüila cicatrização. Entretanto, o fechamento cirúrgico só pode ser realizado se o cisto não estiver inflamado. Logo, o momento ideal para a cirurgia é quando a lesão está silenciosa, sem incomodar.
Quando ela encontra-se inflamada, o melhor é procurar um dermatologista para reverter este processo (usualmente com antibióticos e drenagem, se houver pus) e, posteriormente, agendar sua cirurgia ou encaminhá-lo a um cirurgião dermatológico."
retirado daqui
Pressinto e vos digo que depressa voltarão a ler de mim.
Cumprimentos, de metros a kilometros
Cumprimentos, de metros a kilometros
sábado, 29 de maio de 2010
Living Without It
The story I’m going to tell
It’s not about something you can sell
It is about happiness and sorrow
It is about the fear for tomorrow
He was sorry once
Then he was sorry again
She was sorry once
Then she was sorry again
They both broke boundaries
In search for new glories
They both stood on their ground
Without ever making a sound
Believing that the sun rises every day
Banishing the darkness away
They both wanted to be with each other
They would suffer and they wouldn’t bother
Now again sharing time and space
He is She and She is He
Their love is their only disgrace
After all they’ve fallen from grace
It’s not about something you can sell
It is about happiness and sorrow
It is about the fear for tomorrow
He was sorry once
Then he was sorry again
She was sorry once
Then she was sorry again
They both broke boundaries
In search for new glories
They both stood on their ground
Without ever making a sound
Believing that the sun rises every day
Banishing the darkness away
They both wanted to be with each other
They would suffer and they wouldn’t bother
Now again sharing time and space
He is She and She is He
Their love is their only disgrace
After all they’ve fallen from grace
sexta-feira, 9 de abril de 2010
PARABÉNS CLÁUDIA
(já passam alguns minutos do dia em que mais um ano completaste, mas enfim, pardon moi)
Numa palavra: ofalhançodofosfóroapagado, nunca te esqueças dele (sim fiquei com uma fixação yDD)
Numa palavra: ofalhançodofosfóroapagado, nunca te esqueças dele (sim fiquei com uma fixação yDD)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Deixa Lá, Crise De Meia-Idade
Isto... Isto é um espaço meu...certo?
Um espaço onde posso ser eu, fazer o que quero e o que gosto...fazer o que preciso...certo?
Onde posso escrever quando preciso de falar com alguém...certo?
Mas não tenho ninguém com quem falar... Apenas tenho este bocado de espaço para escrever...
Posso? Escrever aqui? Vão ler? E se lerem, vão querer saber?
Ah... Não importa, vou escrever na mesma, esta introdução de perguntas retóricas não fez qualquer tipo de sentido...
Insegurança... Desejo de ter o que se tem mesmo depois de já se ter tido o que se tem... Ter... Ter o quê? Ter-te...a ti... A ti? Sim...a ti...
Bolas... Esqueci-me da frase chave que me fez querer escrever isto... Enfim, pode ser que me lembre dela... Bolas... Esqueci-me...de te dizer...que te amo... Mas...
...
...
Será que amo? Amo mesmo? Ou é apenas um engano do meu espírito? Um acto de cobardia, esconder-me em ti, com medo de não alcançar o que não tenho... Sei lá se é... "Amo-te", aparentemente tão fácil de se dizer, tão sobrevalorizado, tão... Sei lá... Sei lá... Sei...que só sei...que o que sei...o sei...e que talvez saiba...que o que sabia...ainda sei...ou talvez não...talvez tenha deixado de um saber uns quantos saberes atrás...
"Esvazia a tua caneca, tem-la cheia, se a encheres mais irá transbordar"
Mas cheia de quê? De sonhos quebrados? De ilusões perdidas? Não...
Cheia de quê então? Cheia de...nada... É tudo o que tenho...nada... Sei que não, mas na minha maneira doentia, e muito pouco iluminada, goste de, talvez goste de, pensar que sim. Faz-me mais forte? Sei lá. Faz-me maior? Sei cá. Faz-me melhor? Não sei. Faz-me eu? Talvez... Talvez o faça, ou talvez me deite ainda mais abaixo... Deitado tenho estado eu nestes últimos dias, e em baixo...deixo de estar uma vez por outra... E desta? Esta passou. E da próxima? A próxima não vai passar... Vai passar-nos ao lado, de lágrimas nos olhos, limpando-as com um lenço negro de sangue... Que fiz eu para te perder? Que fiz eu para me perder? Que fiz eu para sentir que te perdi? Que nos perdi? Que...quando me perdi...perdi tudo? Mas...quando me perdi? Perdi o que era meu? Ou devolvi o que outrora pedira emprestado? É a minha alma! Por que porra estou a discutir o paradeiro da minha alma?! Ela está aqui. Aqui. Bem dentro de mim, querendo voar, sentindo-se presa, como...uma vez mais...e sempre... Perco-a? Sim...se largar a mão... E destruo-a? Sim...se baixar os braços... Lembras-te de mim? Quando fores velhinha, desdentada e coxa...lembras-te de mim? Quando eu já há muito tiver partido...lembras-te...do que é viver? Do que é doer?...e do que faz doer...e do que vale a pena sinta dor por...e do que...já não será...do que...já foi...do que...talvez...ainda seja...?
Limpa a cara, lava o teu rosto...a este ponto também eu já estou...por dentro, lavado em mercúrio... Por fora, exactamente igual. Pávido, sereno, branco como a neve, com os olhos penetrantes como o gelo em que outrora me envolvi, o cabelo...esse...constante mudança...mas...todo eu...sou constante mudança... Sei lá... Não perguntes isso... Mas penso que...talvez...sim, talvez não...
Fraquejei...sou fraco... Protestante hipócrita do mundo das máscaras, envolto nelas, tão bem aconchegado numa alcofa de linho e mentiras, um berço de ouro com corações quebrados cravados, roupa...em 2ª ou 3ª mão, assim como eu, assim como...sempre... Cara de pau, lata imensa, timidez falsa, perversidade certa... Descrito por bocados de calçada mais sabedores que todos nós, mais...detentores da verdade...
Em mim piso, em ti já não venero... Medo, é o que comanda esta minha desordem. Medo de que a história antiga se repita, medo de que ditados populares não estejam errados, medo...mas medo...de quê? De ti...de mim...deles...delas...de nós...dos outros...de todos...de ninguém...já disse do futuro? E do passado? Terei anteriormente referido o presente? Se o fiz, nessa altura não era futuro? E agora não é passado? Então o passado é presente e o presente é futuro fazendo do passado presente... É isso que me atormenta... O passado ser futuro... E o futuro ser passado não me mete menos medo...
Um pequeno e indefeso bebé, sim, o sou...
Um espaço onde posso ser eu, fazer o que quero e o que gosto...fazer o que preciso...certo?
Onde posso escrever quando preciso de falar com alguém...certo?
Mas não tenho ninguém com quem falar... Apenas tenho este bocado de espaço para escrever...
Posso? Escrever aqui? Vão ler? E se lerem, vão querer saber?
Ah... Não importa, vou escrever na mesma, esta introdução de perguntas retóricas não fez qualquer tipo de sentido...
Insegurança... Desejo de ter o que se tem mesmo depois de já se ter tido o que se tem... Ter... Ter o quê? Ter-te...a ti... A ti? Sim...a ti...
Bolas... Esqueci-me da frase chave que me fez querer escrever isto... Enfim, pode ser que me lembre dela... Bolas... Esqueci-me...de te dizer...que te amo... Mas...
...
...
Será que amo? Amo mesmo? Ou é apenas um engano do meu espírito? Um acto de cobardia, esconder-me em ti, com medo de não alcançar o que não tenho... Sei lá se é... "Amo-te", aparentemente tão fácil de se dizer, tão sobrevalorizado, tão... Sei lá... Sei lá... Sei...que só sei...que o que sei...o sei...e que talvez saiba...que o que sabia...ainda sei...ou talvez não...talvez tenha deixado de um saber uns quantos saberes atrás...
"Esvazia a tua caneca, tem-la cheia, se a encheres mais irá transbordar"
Mas cheia de quê? De sonhos quebrados? De ilusões perdidas? Não...
Cheia de quê então? Cheia de...nada... É tudo o que tenho...nada... Sei que não, mas na minha maneira doentia, e muito pouco iluminada, goste de, talvez goste de, pensar que sim. Faz-me mais forte? Sei lá. Faz-me maior? Sei cá. Faz-me melhor? Não sei. Faz-me eu? Talvez... Talvez o faça, ou talvez me deite ainda mais abaixo... Deitado tenho estado eu nestes últimos dias, e em baixo...deixo de estar uma vez por outra... E desta? Esta passou. E da próxima? A próxima não vai passar... Vai passar-nos ao lado, de lágrimas nos olhos, limpando-as com um lenço negro de sangue... Que fiz eu para te perder? Que fiz eu para me perder? Que fiz eu para sentir que te perdi? Que nos perdi? Que...quando me perdi...perdi tudo? Mas...quando me perdi? Perdi o que era meu? Ou devolvi o que outrora pedira emprestado? É a minha alma! Por que porra estou a discutir o paradeiro da minha alma?! Ela está aqui. Aqui. Bem dentro de mim, querendo voar, sentindo-se presa, como...uma vez mais...e sempre... Perco-a? Sim...se largar a mão... E destruo-a? Sim...se baixar os braços... Lembras-te de mim? Quando fores velhinha, desdentada e coxa...lembras-te de mim? Quando eu já há muito tiver partido...lembras-te...do que é viver? Do que é doer?...e do que faz doer...e do que vale a pena sinta dor por...e do que...já não será...do que...já foi...do que...talvez...ainda seja...?
Limpa a cara, lava o teu rosto...a este ponto também eu já estou...por dentro, lavado em mercúrio... Por fora, exactamente igual. Pávido, sereno, branco como a neve, com os olhos penetrantes como o gelo em que outrora me envolvi, o cabelo...esse...constante mudança...mas...todo eu...sou constante mudança... Sei lá... Não perguntes isso... Mas penso que...talvez...sim, talvez não...
Fraquejei...sou fraco... Protestante hipócrita do mundo das máscaras, envolto nelas, tão bem aconchegado numa alcofa de linho e mentiras, um berço de ouro com corações quebrados cravados, roupa...em 2ª ou 3ª mão, assim como eu, assim como...sempre... Cara de pau, lata imensa, timidez falsa, perversidade certa... Descrito por bocados de calçada mais sabedores que todos nós, mais...detentores da verdade...
Em mim piso, em ti já não venero... Medo, é o que comanda esta minha desordem. Medo de que a história antiga se repita, medo de que ditados populares não estejam errados, medo...mas medo...de quê? De ti...de mim...deles...delas...de nós...dos outros...de todos...de ninguém...já disse do futuro? E do passado? Terei anteriormente referido o presente? Se o fiz, nessa altura não era futuro? E agora não é passado? Então o passado é presente e o presente é futuro fazendo do passado presente... É isso que me atormenta... O passado ser futuro... E o futuro ser passado não me mete menos medo...
Um pequeno e indefeso bebé, sim, o sou...
Subscrever:
Mensagens (Atom)