sábado, 15 de janeiro de 2011

Pontualidade Portuguesa

Este já tem algum tempinho, mas apenas agora me voltei a deparar com ele e decidi partilhá-lo.


10.40 era a hora
10.38 a saída
Antes dela já estava cá fora
E segui rumo à vida

No local até às 11
Na rua antes delas
Obtenho medalhas de bronze
Devido a estas esparrelas

domingo, 19 de dezembro de 2010

Scott Pilgrim Vs The World - The Movie (Review)

O mundo é contra ele, e ele contra o mundo. Scott Pilgrim é um rapaz de 22 anos que vive num pequeno sítio com o seu, sempre presente e extremamente comunicativo, amigo gay e faz músicas na sua banda “Sex Bob-Omb”.

Um filme recheado de referências a jogos, algo que deliciará todo aquele que se considere um geek orgulhoso, e após a visualização deste bocado de arte irão sentir-se ainda mais orgulhosos! A história do filme é simples, para conseguir ficar com Ramona Flowers, Scott terá de vencer sete pessoas com poderes especiais com as quais Ramona já namorou. Não será tarefa fácil, e Scott levará porrada como nunca imaginou, no entanto, será isso o suficiente para Scott desistir do amor?

Não faltam os clichés e os hábitos que estamos habituados a ver em filmes (e em jogos!) sempre tratados e utilizados da melhor maneira.

Como pontos altos no filme temos as inúmeras referências aos jogos das décadas de 80 e 90, o humor sempre presente que provoca o riso constante (realço pessoalmente as referências ao veganismo e a cena a la Soul Calibur, em que Astar…Ramona e Iv…Roxy coreografam uma batalha merecedora de, mais um entre os diversos durante toda a metragem, geekgasm) e a banda sonora que não desilude.

Os pontos mais fracos dependem dos gostos de cada um, ou seja, não há nada de mais a apontar.

Um filme que agrada a Gregos e Troianos, dos 8 aos 80 e que será especialmente acarinhado por nerds, geeks, e simples nostálgicos.

E tu? Eras capaz de derrotar sete ex’s apenas por aquela pessoa?

*Esta review encontra-se traduzida em inglês no deviantART, no clube MMOdA (clube que recebe arte acerca de todo o género de videojogos, não deixem de visitar!)*


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Neo-Portal - Capítulo V

- Estou sozinha… Todos me abandonaram… Até mesmo o Alex que me considerava “companhia para a noite toda”… Está tudo aos parezinhos, aos beijinhos, ao abraços… E eu, triste e desolada, completamente esquecida, temo que esta festa se transforme em mais uma noite de eterno sofrimento…

Marisa abandona o local da festa e parte em direcção às árvores mais obscuras do sítio. Encontra uma que pensa ser capaz de escalar e sobe-a até se sentar num dos seus ramos grossos e altos.

- Tristeza de noite… Lua pálida, voz tremida… Quem sou eu para questionar a minha existência… Tristeza feliz de alguém pobre em sonhos… Vivência aveludada pelas palavras doces de amigos distantes…mas tão perto… Pobres dos que pensam que ser popular é tudo numa vida efémera de desventuras e crânios esmagados… Coitados dos que se acham senhores do universo quando na verdade nem senhores do quarto são... Oh lua, porque não choras se estás só? Porque te manténs sempre serena, sempre brilhante, sempre sorridente, sempre…linda, perfeita e maravilhosa, sempre animando-nos e dizendo que não somos suficientemente perfeitos para vencer na vida. Sabes que mais? Odeio-te! Amo-te! Sinto tudo por ti mas nada disso renego. Perfeita, negação completa de um mundo incompleto cheio de ti… Tretas, sou uma triste…


(Partindo daqui ainda não tenho nada alinhavado, ou seja, criticas, sugestões, palpites, o que quer que seja é bem vindo a este projecto. Lembrem-se, um escritor nada é sem os seus leitores!)

Fotos De Casa De Banho Rulam

A sério, as pessoas são tão desesperadas! Epah, ok que eu contribuo para a comunidade "descerebral", mas porra, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! As redes sociais até têm o seu interesse, mas quando se deixa de ver as coisas que realmente interessam e se passam a ver corpos (por vezes maioritariamente nus, quando não estão na totalidade), e as pessoas se gabam do que têm e do que não têm, e se julgam os maiores e os melhores, e depois têm GRANDES fotos com GRANDES poses em GRANDES casas de banho com GRANDES sanitas, a usar AQUELA camisa LINDA conjugada com AQUELE penteado que faz um FUROR TREMENDO por entre pessoal tanto do sexo oposto como do mesmo sexo, e eu questiono "porque?". Porque não usar as redes sociais para fortalecer interesses e travar novos conhecimentos baseados no comum? Enfim, tanto mais teria eu para esmiuçar mas tão pouca vontade tenho agora, foi um simples desabafo e tentativa falhada de ridicularizar a sociedade "destemida" que nos envolve. Hasta.

sábado, 4 de dezembro de 2010

The Guillotine Trilogy



Apenas uma montagem de 3 músicas de Escape The Fate.
A evolução da banda e o lançamento de uma parte da história em cada canção são os factores que me deram a curiosidade e motivação para realizar esta conexão de canções.
Vamos a ver se a coisa tá bem feita.

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So lock and load
Mercenaries
I see the smoke from the hilltop
They march one by one

The battled starts
Adversaries
We bathe in our blood
The worst is yet to come
(We've reached the covenant)
To kill what we have started
(Kill the machines)
We've spawned to fight
In the darkest hour

They really need to know
We really gotta go
(We fight to live, we fight for pride)
They really need to know
(we won't back down, the weak won't survive)
We really gotta go

We stay here tonight
(Don't let them find us or we're dead)
Promise me you won't leave my side
(The warmest place to lie my head)
And when the sun comes up we fight
(Don't let them find us or we're dead)
So promise me you won't leave my side
(Trace the blood back to the grave)

The smoke has cleared
Thousands are destroyed
(They send signals, no salvation)
We fight in lock out
Scope is ready to go
Armed with explosives
(Spartans stand alone)

They really need to know
We really gotta go
(We fight to live, we fight for pride)
They really need to know
(we won't back down, the weak won't survive)
We really gotta go

We stay here tonight
(Don't let them find us or we're dead)
Promise me you won't leave my side
(The warmest place to lie my head)
And when the sun comes up we fight
(Don't let them find us or we're dead)
So promise me you won't leave my side (2x)

Charge the gates
With rust on their gears
They seek destruction
And kill the functions (3x)

-----

We have to find a better way
Out of this tragedy
As the battle rages on
Blood Stains the ground we´re on
My ears hear only screams
Brave soldiers are dying
One Spartan stands alone
And Shouts
This War is Ours
This War is Ours

Yes, I will see you through the smoke and flames
On the frontlines of war (We have to find a better way)
And I will stand my ground until the end
till we conquer them all (we have to find a better way)
Oh
Through the fire and the flames
a sea of dead drives me insane
We march the fight into the cold
this is as far as it will go
the batle ends on the top here
this is where we conquer them
on blackout armed with you swords

This war is ours, yeah
this war is ours

Yes, I will see you through the smoke and flames
On the frontlines of war (We have to find a better way)
And I will stand my ground until the end till we conquer them all (we have to find a better way)
till we conquer them all
Oh

Yes, I will need you through the smoke and flames
On the frontlines of war
And I will stand my ground until the end till we conquer them all
We will conquer them all
We will conquer them all
We will conquer them all
Oh

This war is ours. Yeah
This war is ours
Yes, I will see you through the smoke and flames
On the frontlines of war
And I will stand my ground until the end
till we conquer them all
Oh
So I will fight my battle till I fall
and I conquer them all
till we conquer them all
Oh

Go
Yeah

This is war
war
war
war
war
war
war
war
war
this is war

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All of their bodies around me.
I hear their voices inside.
The battle's over.
This war has been won.
Visions haunt me in my dreams.
Visions of what I've done.
So much blood shed.
Now am I worthy to come home.

My God forgive me
For all of the bodies
I've taken in batter.
Oh God don't forsake me.

I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
Now I'm coming home.
I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
Now I'm coming home.

I've been knee deep in water.
It's time to be set free.
So devastated.
The damage has been done.
So violated. Like I've been
raped and left for dead.
I'm lying naked.
I'm lying naked on the floor.

My God forgive me
For all of the bodies
I've taken in battle.
All's fair in love and war.

I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
Now I'm coming home.
I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
Now I'm coming home,
Yeah, I'm coming home.

This is the last time I
raise a fist to fight.
Reach out your hands to me
and let's just disappear.

This is the last time I
raise a fist to fight.
Reach out your hands to me
let's just disappear.

I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
I'm coming

I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
Now I'm coming home.
I will stand right by your side.
I have made it through the fight.
Now I'm coming home,
Now I'm coming home,

Yeah, I'm coming home
Yeah, Yeah, I'm coming home
I'm coming home

This is the last time I
raise a fist to fight.
Reach out your hands to me
let's just disappear
let's just disappear.

sábado, 13 de novembro de 2010

Neo-Portal - Capítulo IV (Continuação)

Sal desce. Embora tenha um sentido de moda um tanto peculiar, nesta noite esmerou-se. Vestindo apenas uma espécie de soutien de cabedal com picos à volta e um pequeno casaco de cabedal de manga curta, um choker, luvas sem dedos até aos cotovelos e com picos, calções de cabedal, cinto de picos e botas de combate.

Entram para dentro do jipe de sete lugares no qual Jonas os aguardava.

- Mas afinal de contas onde vamos? – Pergunta Alex impaciente.

- Já vês mano. – Diz Sal.

- Tu sabias de alguma coisa Fred?

- Estou tão surpreso quanto tu.

Chegam a um descampado onde se encontram vários veículos estacionados.

- E pronto, descemo-nos aqui. Ainda vamos ter de andar um pouco a pé, mas é coisa pouca. – Diz Jonas.

- Afinal de contas onde nos levam?! – Diz Alex cada vez mais impaciente.

- Cala-te e anda! – Ordena Sal.

Após uma caminhada de cerca de dez minutos começam a ouvir música bastante alta e a ver luzes ao fundo.

- Corram! It’s rave time!! – Grita Jonas encorajando os mais novos e começando a correr tanto quanto podia.

Alex pára por breves momentos mas ao ver-se ser deixado para trás começa a correr para acompanhar o resto do grupo. Quando chegam à origem das luzes conseguem ver um enorme letreiro luzidio onde se lê “PARABÉNS ALEX”.

- Quem foi o camelo da treta que fez isto?! – Questiona Alex perplexo.

- Prendinha da maninha grande! – Desvenda Sal sorrindo bastante.

- Tu és…a melhor mana que eu podia ter! – Diz Alex abraçando-se a Sal.

- O mano emprestado também ajudou. – Diz Sal apontando para Jonas.

- Obrigadão mano emprestado!

- Sempre às ordens puto. Mas vai lá curtir a tua big Party!

Alex e o resto do grupo misturam-se na multidão que já lá se encontrava. Luísa agarra em Fred e começa a dançar com ele, já Marisa e Alex vão à procura de algo para comer.

- Bem a tua irmã está mesmo a tentar tudo com o meu irmão…

- É… Um bocado…

- Que dizes em relação a isso?

- Desde que nenhum deles saia magoado…

- Sim, também acho… Bom, horinha de encher a barriga, está ali uma mesa cheia de coisinhas boas. O último a chegar é um ovo podre!

- Só cresces em idade… E depois quem te atura sou eu!

- Só aturas porque…

Alex é interrompido por um golpe de pontapé que lhe acerta nas costelas.

- Considera isto o meu presente…pacóvio… - Diz uma figura escura que depressa desaparece.

- Mas quem…au…

- Alex estás bem?! Que te aconteceu?!

- Estou óptimo! Acabei de ser derrubado por um parvalhão qualquer que me espetou um pontapé sem motivo nenhum! Óbvio que estou excelente! – Grita Alex.

- Desculpa…

- A culpa não é tua… Desculpa eu…

- Tão cedo e já no chão? – Diz Rita, acabada de chegar.

- Pois sim, sabes como é, não se desperdiça tempo.

- Pois. Mas esta ideia da rave foi brutal! Não sabia que eras tão fixe. Subiste bastante na minha consideração. Pode ser que depois de algumas bebidas ainda tenha um tempinho só para ti…se é que me entendes…

- Agradeço mas dispenso. Para além de já ter companhia para a noite toda, restos não fazem parte da minha lista de opções.

Rita pega em Alex pelo pescoço e encosta-o a uma árvore.

- Ouve bem puto. Não é por seres o anfitrião desta festança que podes tratar-me assim. Se eu quisesse acabava contigo aqui e agora e demasiado rápido para dares conta, portanto, se eu fosse a ti pensava mais antes de falar outra vez.

Após este pequeno discurso Rita cospe na cara de Alex e larga-o, depois desvanece nas sombras.

- Mas que raio é isto hoje que tudo te acontece?! – Pergunta Marisa já irritada.

- Olha isso queria eu saber! Esta gente está toda maluca!

- Anda, vamos para onde os outros estão.

Quando Alex e Marisa se encontram com o resto dos companheiros já estes se encontram um pouco alcoolizados. Leo chega-se perto de Alex e cumprimenta-o.

- Então rapaz, como estás? Parabéns miúdo! Esta festa está, numa palavra, excelentemente brutal!

- Pois, e tu estás, numa palavra, bêbedo…

- Só um bocadinho, mas não se diz nada a ninguém.

- Fica descansado que desta boca não sai nada.

- Não sai mas tem de entrar! Anda daí beber qualquer coisa!

- Eu acho melhor não…

- Vai puto, são os teus anos, podes beber, olha só para os teus manos!

Alex olha para trás e vê Fred aos beijos com Luísa e Sal com Jonas.

- É, talvez não faça mal…

Alex segue caminho com Leo deixando Marisa para trás.

domingo, 10 de outubro de 2010

Neo-Portal - Capítulo IV

O relógio de cuco da sala de estar dos Antunes marca as 20.00 horas e acabando o cuco de se recolher a campainha toca.

- É para mim! – Diz Alex correndo para a porta. Ao abri-la repara que não está ninguém. – Está aí alguém? Olá?! – Luísa dá-lhe um beijo na bochecha esquerda ao mesmo tempo que Marisa lhe dá um beijo na bochecha direita.

- Estamos sim! – Diz Marisa a rir-se – Vamos andando?

- É só o Fred acabar de se despachar…

- Irra que é pior que as raparigas! – Exclama Luísa.

- Já estou pronto, vamos? – Diz Fred ao descer as escadas – Luísa? Marisa? Onde foram buscar essas roupas?

- Se não te agrada não podemos fazer nada. Temos pena!

- Não é isso Luísa… É que… Acho que nunca vos tinha visto assim vestidas…

- Ah! Quer dizer então que gostas? Ainda bem. – Diz Luísa ao sorrir bastante.

Luísa tem olhos verdes e cabelo loiro, curto e sempre espetado, visual comum em rapazes, e não usa qualquer tipo de maquilhagem, mas nesta noite usa uma maquilhagem preta leve e o seu cabelo encontra-se totalmente despenteado, de uma maneira que a torna ainda mais sexy que o habitual. As suas roupas comuns são largas, normalmente um número acima, sempre com blusas com gorro e calças pelas virilhas, no entanto nesta noite traz um pequeno top que lhe deixa o umbigo descoberto e uns calções que lhe cobrem as pernas até pouco abaixo dos joelhos, a única coisa a que se mantém fiel é o calçado, uns ténis pretos e verdes dentro dos quais os seus pés nadam.

Já Marisa não parece afastar-se muito do seu estilo habitual. Dotada de cabelo loiro e olhos verdes, tal qual a sua irmã, mas o seu cabelo é mais comprido, ainda que não muito, não ultrapassando a linha dos ombros e usa uma maquilhagem leve, para disfarçar o que considera errado na sua face. As roupas que veste no seu dia-a-dia são maioritariamente blusas justas assim como calças justas por vezes combinadas com saias. Nesta noite o seu visual é outro, cabelo escorrido tapando-lhe um olho, maquilhagem preta carregadíssima, uma blusa decotada mas com gola alta e sem mangas, luvas finas que vão até pouco acima do cotovelo, mini-saia de ganga preta e botas de combate.

- Mas olha que essas tuas roupas também não são nada comuns em ti. – Repara Luísa.

Fred comummente veste camisas largas e com cores alegres por cima de t-shirts engraçadas e criticas, que combinam com o seu cabelo castanho curto e lhe dá um ar de surfista despreocupado. As pernas são sempre protegidas por calças de ganga rasgadas e os pés por uns ténis iguais aos de Luísa, que lhe foram dados por ela. Nesta noite o rapaz que ultimamente não tem andado assim tão despreocupado quanto a sua aparência aparece com uma camisa justa, preta e abotoada, mas mantendo os ténis e as calças.

- Só porque mudei a camisa…

- E porque é preta, e tu detestas preto, e porque a abotoas-te e andas sempre com ela ao vento.

-É… Decidi mudar um pouquinho…

Ouve-se ao longe a buzina de um carro que pára em frente a este grupo pronto para sair.

- Como é? Wanna ride? – Quem usa esta frase é Jonas, namorado de Salomé.
Jonas Freakalot tem cabelo negro e o seu penteado é do mais esquisito que se pode imaginar, um mohawk ao centro da cabeça mas com cabelo um pouco comprido e escorrido de lado e mais longo da parte de trás, tem barba no queixo e dois piercings no lábio inferior, um do lado esquerdo e outro do direito. Sempre veste t-shirts de bandas de Metal e um casaco de cabedal com o brasão da sua família, calças alternativas, maioritariamente cyber, e botas de combate. Também é adepto das pulseiras de picos, sendo detentor de uma enorme colecção. Tem um jipe que leva para todo o lado.

- Vieste buscar a minha irmã? – Pergunta Alex.

- Sim, mas também vos vim buscar a vocês.

- A nós? Mas nós vamos jantar…

- Pois vão, connosco. Vai lá ver se a tua irmã já está despachada que já devíamos estar a caminho.

- Não vai ver nada! Não te atrevas a subir puto! – Grita Sal da janela do seu quarto – Já agora, gostas da prendinha da maninha?

- Vais-me dar o Jonas?

- Puto, não ias aguentar comigo…

- Não maninho, não é o Jonas.

- É o que então?

- Uma viagem à Disneyland!

Alex olha para Sal com cara de quem fica arrependido por dar ouvidos a alguém.

- Deixa estar que já vês puto pequeno.

- Ok, mas despacha-te!

domingo, 26 de setembro de 2010

Utopia

Sonho com uma Utopia.

Com um mundo de músicas de Verão e sons de Inverno, contrastes entre os pântanosos Outonos e as fluorescentes PrimaVeras.

E tudo Numa Noite

sábado, 4 de setembro de 2010

Neo-Portal - Capítulo III (Continuação)

Mais tarde, na escola, Fred e Alex encontram-se com as gémeas Luísa e Marisa.

- Fred, como estás hoje? – Pergunta Luísa.

- Igual… O mudo não muda porque havia eu de mudar?

- Mas sabes que estar assim não te ajuda em nada certo? É que se vais estar assim o resto da tua vida por causa duma rapariga, temos pena amigo, mas a tua vida vai ser uma perda de tempo.

- É, possivelmente seria melhor acabar já com ela então…

- Oh rapaz! Estás mesmo podre! Deixa-te dessas coisas! Hoje é sexta, sais comigo!

- Saio nada, tenho mais que fazer…

- Quer queiras, quer não eu passo na tua casa para te ir buscar. E prepara-te porque vais ter um muito, mas mesmo muito bom momento. E não quero cá saber de mariquices e “ah o mundo é uma porcaria cinzenta”! Só vives uma vez! Aproveita essa oportunidade única, ok?

- Não posso prometer nada, muito menos isso.

- Então parabéns Alex! É hoje não é? – Diz Marisa.

- É sim, obrigado!

Nisto vai Rita a passar por trás do grupo quando ouve a conversa.

- Fazes anos hoje Alex? Então parabéns. – E dizendo isto Rita beija Alex.

- Obrigado… Acho eu… - diz Alex bastante perplexo.

- E quanto a ti Fred, não fiques tão mal por causa de um pequenino mal entendido. Afinal, não é nada pessoal. – E mandando um beijo para Fred, Rita mistura-se com a multidão.

- Até contigo?! É que de todas as pessoas nesta escola, porquê tu?! Porra pá! – Fred grita com Alex e desaparece.

- Mas Fred…eu não quero nada com ela…

- Deixa lá Alex, ele agora precisa de estar sozinho… mas logo à noite, ele vai ter um bom momento para espairecer… Eu prometo-te, não te preocupes… - Diz Luísa ao tentar acalmar Alex.

- Sinceramente estou mais preocupado contigo que com ele…

- Ele não há-de ser tão má companhia…

- Sim, mas mesmo assim não te esqueças que hoje é para irmos jantar todos ok?

- Descansa rapaz, nós vamos. Mesmo que ela depois vá embora, eu fico lá. – Diz Marisa com um sorriso reconfortante.

- Vamos lá ver o que sai de lá…

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dança Das Ondas

Nesta dança mágica
Cheia de pura emoção
Corre uma energia fantástica
Dentro do meu e do teu coração

É sentir o fresco da noite negra
E sentir o calor do corpo febril
É sentir falta do que não chega
Como sentir na cara a chuva de Abril

De volta de uma guitarra sem cordas
Sem saber que som emitir
Continuando a dança das ondas
Que nos nossos corpos se faz sentir

É a condição desalmada
De ser um alguém sem fulgor
É perder-se nas sombras da calçada
E encontrar-se nos braços do amor

Lupus Homine

Em noites escuras
Quando melodiosas notas pairam no ar
Cometemos loucuras
E aceleramos sem parar

Horas a fio
Noites até ser dia
O amanhecer leva consigo
As lembranças que eu conhecia

A esfera grande e luminosa
Brilha hoje mais uma vez
Sorrio para ti, oh dama formosa
E esqueço-me dos porquês

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Neo-Portal - Capítulo III

Novo dia começa na casa da família Antunes e para espanto de todos Alex já se encontra levantado. Toma banho pela hora que o sol se levanta, após uma corrida matinal, coisa que não se relaciona nada com o Alex que todos conhecem, e sai da casa de banho com um enorme sorriso na cara.

- Bons dias irmão! – Diz efusivamente.

- Fala baixo puto… - Responde Fred ainda bastante ensonado.

E Alex segue em direcção ao seu quarto. Fecha a porta, atira a toalha, que o cobria da cintura para baixo, para cima da cama, abre as cortinas e a janela e sente o vento a bater-lhe no peito nu.

- Que belo dia que está… Céu azul, brisa fresca, sol brilhante…

Nisto um pequeno cocó de pássaro cai no seu pé esquerdo.

- E merda de pombo! Agora sim tenho o dia completo. – Diz enquanto limpa o pé.

Abre o seu armário para retirar roupa para vestir e fica parado um pouco a olhar-se no espelho. Cabelo loiro, corpo no geral franzino apenas com pequeníssimas saliências, às quais gosta de chamar músculos, nos braços e pernas, e uma fila estreita de pelos claros que se inicia no seu umbigo e segue para baixo. Aproxima a cara do espelho para que possa admirar melhor o seu rosto. Olhos castanhos-claros um tanto amarelados, uma pequena penugem nos lados da sua face e no queixo e um pequeno bigode normal na puberdade.

- Sou mesmo bom… - Diz para si próprio ao mesmo tempo que faz poses para salientar os seus músculos.

- Continua a dizer isso a ti próprio por muitas vezes, pode ser que consigas convencer alguém. E tapa esse penduricalho, ninguém tem interesse em ver isso.

Alex apercebe-se de que está nu e tapa o seu pénis com as mãos.

- Cala-te Salomé! Também ninguém quer saber de ti e andas sempre de roupa interior pela casa!

- Pois ando, mas EU sou boa, e tenho quem to possa garantir maninho – Salomé sorri e entra para o seu quarto.

- Ranhosa… Mas tenho de cortar este bigodinho, fica-me mal.

Alex despacha-se calmamente e desce as escadas que levam à cozinha.

- Sim mãe, sabes que aqui o nosso querido Alex deve andar atrás de algum rabo de saia. – Relata Salomé à sua mãe.

- Oh Sal deixa o teu irmão em paz.

- Pois é Sal! Deixa o teu irmão em paz. – Diz Alex para reforçar a ordem de sua mãe e para sua auto-defesa.

- Está calado miúdo. Lá porque fazes hoje anos não significa que vá ter mais respeito por ti.

- Mas devias! Quinze anos já são uma boa marca, já devias ter-me algum respeito.

- Miúdo, a sério, cala-te…

- E tu Fred, não te manifestas?

- Não tenho nada a dizer, estou completamente vazio de palavras…

- De há duas semanas para cá tens estado muito profundo, mas muito vazio. Já não fazes o mesmo que fazias, às tantas já não és o mesmo…

- Que sabes tu do que falas?! Irrita-me que as pessoas falem do que não sabem como se soubessem do que falam! – Fred diz isto ao mesmo tempo que joga a torrada contra o prato, agarra a sua mochila e sai de casa.

- Frederi… - Renata é interrompida pelo seu telemóvel. – Renata Penetra, bom dia!

- Até logo mãe. – Dizem Alex e Sal à medida que abandonam a habitação.

- Sim…estou a ver…certo… Mas repare que é algo muito precipitado…sim…sim, compreendo perfeitamente, mas mesmo assim…está bem, não se volta a repetir, peço imensas desculpas se o ofendi… - A chamada termina. - Não podia esperar mais um pouco? Oh raio…

Crónicas De Um Sem-Nalga: Recuperação



E agora, passado cerca de mês e meio, posso dizer que já me sinto operacional a (quase) todo o vapor!
Estou ciente de que foi uma recuperação rápida e de que ainda nem tudo está a 100%, mas sinto-me bastante esperançoso de que já não demore a atingir tal patamar.
O que faz parecer que estás crónicas comecem a ter os dias contados...
Carpe Diem

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tekken, O Filme Que Tem Algumas Semelhanças Com O Jogo

Pois bem, depois de muito esperar consegui finalmente ver o filme baseado no jogo Tekken!

E que querem que vos diga? É mais um filme baseado num jogo, não um jogo em formato de filme. No entanto deixo-vos aqui a minha opinião baseada em vários pontos de vista.

1º Como fã incondicional que sou desta serie de jogos, adoro toda a história, desde as personagens mais "importantes" até às mais recentes e pequenas. E é muito triste para um fã ver que o jogo apenas serviu como uma pequena parte da base do filme. Apenas se encontram pouco mais de uma dúzia de personagens do jogo das quais nem metade tem qualquer protagonismo. Maiores erros ainda no campo das personagens, de fora ficaram Paul e Hworang, que penso que são personagens importantes para o desenrolar da história principal; depois terem sido inseridas personagens como Raven, Dragunov, Miguel Rojo (que no filme é referido oralmente como Miguel Roja, o que se torna um tanto irritante). A caracterização das personagens presentes é ou muito boa, ou muito má, se bem que apenas se considera muito má a caracterização dos Jacks (que nada têm a ver com os do jogo, no filme são simples guardas com fatos de kenpo (penso eu) e metralhadoras). Já chega de falar das personagens. Adiante temos a grande diferenciação de contextos, por exemplo Mishima Zaibatsu foi substituída pelo nome de Tekken, e o passado das personagens é diferente do original. Outra coisa que não fez sentido foi o facto de os lutadores usarem armas no torneio, ok o Yoshimitsu também no jogo usa a sua faquinha, e seria baixo o oponente não utilizar também uma arma, mas fora isso não faz sentido, Tekken é uma serie de beat'em up, porrada bruta e simples, sem armas, apenas técnicas físicas e um tanto sobre-humanas. E vou-me ficar por aqui se não conto o resto do filme. Portanto, como fã, não fiquei totalmente desiludido, mas acho que podiam ter feito um filme muito melhor se não quisessem por tudo de uma vez.

2º Pondo-me no lugar de alguém que desconhece a história de Tekken, achei o filme apelativo e mesmo divertido, Com óptimas cenas de luta, nenhum ponto morto, sempre está a acontecer algo, seja acção fulminante ou apenas revelações, e o enredo criado foi algo apelativo à juventude de hoje em dia relatando festas, beijoquices, desentendimentos familiares, assassinos atrás de jovens, tudo coisas que acontecem na vida de qualquer adolescente dos dias de hoje... ou perto disso... A banda sonora encaixa perfeitamente. Depois dos créditos é mostrada uma cena que dá indicações de que uma sequela pode estar a ser ponderada. Um bom filme de acção para se ver com amigos, ou até mesmo sozinho, numa daquelas tardes/noites em que não há nada melhor para fazer.

E pronto, ai têm a minha opinião. Agora basta ver a recepção, que pelos vistos não parece ser estar muito famosa visto que o filme apenas estreou nos cinemas japoneses e já se encontra em dvd.


sábado, 7 de agosto de 2010

Labirinto Porque És?

Pelos old times
As noites on the bar
As old nights com o old friend cá na town
As shitty ass bubaderas
And then...
The nada, puf, the work of knowing nothing.
Toda a sensação de ter o mundo nas mãos, e porque? Para isto? Isto é algo mas e se nada fosse? Caminhando adiante... No outro sítio, nada muda... As mesma fantasias, as mesmas desilusões... O galopar do ancião de fogo que persegue as almas penadas. O bom, o mau… e, não o intermédio, não o do meio, o de fora. Ambos experienciados, todos testados, e agra o último fixado.
Erros, aprender com eles. Dedos apontados, talvez sem razão, talvez acompanhados dela, mas não se pode fugir à realidade. E hoje, agora, talvez seja tarde demais, ou quiçá ainda cedo. A ligação, o anel unido que envolve o todo, quebrado devagar mas por completo, o culminar do que possivelmente nunca foi. Depois o vazio, o nada, o espaço em branco, a matéria negra.
Palavras deitadas ao ar, este com mais significado que as mesmas porém, o sim que diz que não, o talvez que diz que não, o provavelmente que diz que não, e ainda o obviamente que claramente diz que não. Mal entendidos super-referidos e a exaustão de querer compreender, ou a falta dela. Rejubilar apenas no dia do nunca, no dia não realizado, no dia do universo decerto paralelo e avistar a paz negra de uma estrela vermelha.
E contudo, novamente, a percepção mantém-se, mas com ela, a crescente vergonha de sentir. Nada de desculpas, nada de perdões, apenas nada. Compreensão é tudo o que resta, e uma discussão civilizada para a anteceder.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Crónicas De Um Sem-Nalga: Ciclo

Retirar adesivo, retirar compressas,abrir, retirar gase, desinfectar, fechar, lavar, limpar, abrir, inserir gase, fechar, pôr compressas, adicinoar adesivo.
REPETIR

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Neo-Portal - Capítulo II

- Mr. Seixo. Mr. Seixo Paulo. – Uma voz mecanizada chama.

- Sim, sim, estou a ir… Esta gente não sabe esperar. – Profere um personagem já meio calvo – Então vamos lá ver que foi agora… Yes, It’s me here!

- Oh Mr. Seixo, glad you could make it. I am so in need of your services. – é um homem muito mal encarado quem fala.

- You know how it’s done. Leave the envelope at the exit.

- Thanks for everything Mr. Seixo. – O homem sai com um ar parcialmente renovado, como se ventos frescos lhe limpassem a alma.

- Estes americanos da treta, não sabem fazer as coisas sozinhos… E depois vêem ao meu gabinete incomodar-me… Paspalhos… Mas vamos lá ver o que este agora quer… - abre o envelope e desenrola a folha – Hmm… “Three guys ate my wife…” Boa, e que quer ele que eu faça? O corno é ele! Tenho pena mas nada posso fazer. – e joga a folha para um monte de outras tantas idênticas.

Senhor Paulo Seixo, português sonhador em busca de uma vida melhor, residente numa pequena província dos Estados Unidos, perto de um, também este pequeno, aeroporto. Tem um gabinete que ajuda casos…não se sabe de quê, e muito menos se sabe como ajuda, mas alega fazê-lo.

À noite, já pronto para dormir, vem à cabeça de Paulo uma imagem do pedido de ajuda que recebera anteriormente naquela tarde. Um pressentimento de que havia algo que lhe tinha escapado. Assim, procurando deixar a sua mente mais limpa, levanta-se para ir até ao seu escritório e, quando lá chega, nota em falta a carta que procurava. Revista o escritório de uma ponta à outra e tentando não se irritar, pois só ele sabe como é difícil de se acalmar quando se irrita, respira fundo e olha pela janela, uma linda e maravilhosa lua cheia preenchia o céu, rodeada de poucas nuvens escuras, e com um tom um tanto ou quanto alaranjado. Pasmado, fica a contemplar tamanha beleza nunca antes vista por aqueles olhos. Eis quando ouve um barulho vindo da cozinha de sua casa. Um pouco assustado, mas nada que pudesse deixar transparecer, caminha lentamente até a cozinha onde encontra um pequeno anão a revistar-lhe o microondas.

- Minimeu? És tu? – Pergunta em tom de surpresa, medo e gozo.

- Minimeu o cara…ças! – Retalia ferozmente o pequeno ser.

- Que procuras?

- Algo que ainda não encontrei! Mas onde poderás tu tê-la escondido…? Diz-me!

- Mas escondido o quê? Eu não tenho nada a esconder!

- A não ser a própria face! Nem aqueles que te contratam sabem a cara de quem os safa dos problemas!

- Porque isso tornar-se-ia um problema para mim! Mas diz ao que vens! Ordeno-te!

- OK, eu vou-te dizer… - Num golpe muito baixo e desviando a atenção de Paulo, o anão joga-lhe os grandes dentes afiados à barriga e deixando-o gravemente ferido, foge pela janela.

Paulo nem soube ao certo o que lhe aconteceu. Como poderia uma criatura tão pequena ter tanta força nos maxilares? Onde iria um ser humano buscar tanta força? Era algo sobrenatural. No entanto a sua noite apenas começara e os barulhos não cessavam. Levanta-se a muito custo e, de olhos bem fechados, segue o som até à sua origem. Uma sonoridade cada vez mais ruidosa e horrenda deixa de se notar no momento em que entra no seu quarto e vê a carta que procurava há pouco. Pega nela e lê-a com mais atenção.

“Three guys ate my wife… but she keeps walking around in the neighborhood! She is falling into pieces! She is fucking rotten!!!” Escandalizado com o que acaba de ler, Paulo deixa de sentir quando leva com uma enorme pancada na cabeça. Desmaia por breves segundos e quando recupera os sentidos uma mulher meio podre tenta comê-lo vorazmente. Empurra-a, não sabe bem com que força, e consegue escapar de debaixo da desconhecida. Sente algo a efervescer na sua corrente sanguínea e joga-se com tanta força contra a, chamemos-lhe zombie, despedaçando o que faltava. Com o apartamento cheio de sangue, Paulo sabe que não pode permanecer ali por mais tempo. Volta a agarrar na carta e com o sangue que lhe escorre pelos dedos escreve, com letras bem grandes e sobre tudo o que já se encontrava escrito, “DONE”.

Após um bom banho, uma mudança de visual e a aplicação de um perfume irresistível, Paulo rouba um pequeno avião do aeroporto e debanda dali.

- Óptimo, agora saber como se guia isto como deve ser…

Após viajar meia dúzia de quilómetros, já vendo a costa lá bem ao fundo, perde o controlo do avião, que se despenha, caindo em pleno mar…